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Boulos diz que fim da escala 6x1 pode ser aprovado na Câmara, mas engavetado no Senado

Ministro da Secretaria-Geral afirmou ser contrário às propostas de transição discutidas no Congresso, como a que prevê a redução da jornada de trabalho em até cinco anos

12 mai 2026 - 10h01
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BRASÍLIA - O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, afirmou nesta terça-feira, 12, em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), que há um risco de o fim da escala 6x1 sofrer uma manobra no Congresso.

Segundo o ministro, a artimanha seria a Câmara votar a proposta de emenda à Constituição (PEC), em detrimento do projeto de urgência constitucional enviado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em abril. Desta forma, a proposta ficaria engavetada no Senado.

"É um perigo votar na Câmara a PEC e não votar o PL com urgência constitucional e, como a PEC não tem urgência constitucional, ela é aprovada na Câmara, mas fica dormindo em berço esplêndido no Senado. Esse é um risco real que a sociedade precisa estar atenta para evitar que isso aconteça", disse.

O presidente Lula e o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos
O presidente Lula e o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos
Foto: Wilton Junior/Estadão / Estadão

O ministro da Secretaria-Geral também se mostrou contrário às propostas de transição discutidas no Congresso. De acordo com Boulos, propostas que preveem que a escala seja reduzida em até cinco anos são uma forma de tentar "empurrar com a barriga".

"Quando aprova penduricalho, privilégio, desoneração para grande empresário, vale no dia seguinte que for aprovado; quando banco aumenta juros, está contando no seu cartão no dia seguinte. Agora, quando é uma medida para beneficiar trabalhador, vai valer daqui a um, dois e cinco anos? Que critério é esse?", declarou Boulos.

O ministro também atacou a proposta do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que obriga o governo a compensar empresários pela redução da jornada de trabalho. Boulos chamou a medida de "bolsa-patrão" e qualificou-a como um "absurdo".

Boulos também criticou economistas que atacam o governo por criticar a atual taxa de juros. Segundo ele, são interpretados como especialistas aqueles que defendem uma Selic hipotética de 1000%. O chefe da Secretaria-Geral também se posicionou contrário às bets, dizendo que pessoalmente é favorável à proibição da atividade.

Estadão
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