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Alta anual dos preços ao consumidor dos EUA atinge em abril máxima em quase 3 anos

12 mai 2026 - 09h45
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Os preços ‌ao consumidor dos Estados Unidos subiram rapidamente pelo segundo mês consecutivo em abril, resultando no maior aumento anual da inflação em quase três anos e reforçando ainda mais as expectativas de que o Federal Reserve vai ⁠deixar a taxa de juros inalterada por algum tempo.

O ‌índice de preços ao consumidor aumentou 0,6% no mês passado, depois de ter subido 0,9% em março, ‌informou o Escritório de Estatísticas do ‌Trabalho do Departamento do Trabalho nesta terça-feira. Economistas ⁠consultados pela Reuters previam alta de 0,6%, com as estimativas variando de 0,4% a 0,9%.

Mas nos 12 meses até abril, os preços ao consumidor avançaram 3,8%. Esse foi o maior aumento anual desde maio de 2023 e ‌seguiu-se à alta de 3,3% em março.

As fortes leituras ‌de inflação consecutivas ⁠aumentarão o ⁠risco político para o presidente Donald Trump e seu partido Republicano ⁠antes das eleições de ‌meio de mandato de ‌novembro. Trump venceu a reeleição em 2024 em grande parte por causa de sua promessa de reduzir a inflação, mas os norte-americanos não gostaram de ⁠sua maneira de lidar com a economia e muitos o culpam pelos preços na bomba de combustíveis.

A guerra elevou os preços do petróleo, o que se refletiu imediatamente em gasolina, ‌diesel e combustível de aviação mais caros. Economistas acreditam que os efeitos secundários serão sentidos nos próximos meses.

Os ⁠mercados financeiros esperam que o banco central dos EUA mantenha os juros até 2027. O Fed, que acompanha o índice de preços PCE para sua meta de inflação de 2%, deixou no mês passado sua taxa de juros de referência na faixa de 3,50% a 3,75%.

Excluindo alimentos e energia, os preços ao consumidor subiram 0,4% no mês passado, parcialmente impulsionado por um ajuste único nas medidas de aluguel depois que a paralisação do governo federal no ano passado impediu a coleta de dados em outubro.

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