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Bolsas da Ásia fecham sem direção única, mas tensão comercial volta a preocupar

29 jan 2019
06h31
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As bolsas da Ásia fecharam sem direção única nesta terça-feira, à medida que novas tensões comerciais entre Estados Unidos e China prejudicaram a demanda por ações em algumas partes da região.

Ontem, o Departamento de Justiça dos EUA fez uma série de denúncias contra a gigante chinesa de equipamentos de telecomunicações Huawei, acusando-a de roubo de tecnologia e violação de sanções comerciais. A empresa nega as acusações. O órgão também pediu oficialmente a extradição da diretora financeira da Huawei, Meng Wanzhou, que está detida no Canadá desde o início de dezembro.

Em comunicado, o Ministério de Relações Exteriores da China pediu hoje a Washington que "pare a repressão irracional" contra a Huawei e outras empresas chinesas.

A iniciativa do Departamento de Justiça americano veio dois dias antes de EUA e China darem início a uma nova rodada de discussões comerciais em Washington, amanhã e quinta-feira (30 e 31).

Entre os mercados chineses, o Xangai Composto teve leve baixa de 0,10% nesta terça, a 2.594,25 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto mostrou perda mais expressiva, de 1,11%, a 1.300,34 pontos.

O dia também foi de desvalorização em Taiwan, com queda de 0,82% do Taiex, a 9.931,59 pontos, e em Hong Kong, onde o Hang Seng recuava cerca de 0,30% pouco antes do encerramento dos negócios.

Por outro lado, o japonês Nikkei terminou o pregão em alta marginal de 0,08% em Tóquio, a 20.664,64 pontos, e o sul-coreano Kospi subiu 0,28% em Seul, a 2.183,36 pontos, graças ao bom desempenho de empresas de tecnologia.

Na Oceania, a bolsa de Sydney ficou no vermelho, depois de não operar ontem devido a um feriado nacional na Austrália. O S&P/ASX 200 caiu 0,53%, a 5.874,20 pontos. Com informações da Dow Jones Newswires.

Estadão

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