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Mercado tem dia de forte oscilação com EUA-China

Colada em NY, Ibovespa chegou a cair mais de 2%, mas reagiu, como Wall Street, e fechou em queda de 0,22%

6 dez 2018
11h56
atualizado às 20h44
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As Bolsas reduziram perdas e o dólar desacelerou a alta ante moedas emergentes, apesar de permanecerem as incertezas sobre a trégua comercial entre EUA e China após a prisão no Canadá de uma executiva chinesa do setor de telecomunicações, a pedido de Washington. O principal motivo para a menor aversão ao risco foi o discurso do presidente do Federal Reserve (Fed) de Atlanta, Raphael Bostic, que afirmou que os juros americanos estão "muito perto" da taxa neutra, aquela que não gera inflação.

Em Nova York, os principais índices das Bolsas chegaram a cair mais de mais de 3%, mas fecharam em quedas menores. O Ibovespa, que cedeu 2,26% na máxima intraday, fechou em baixa de 0,22%, aos 88.846,48 pontos. Tanto aqui quanto em Wall Street, as ações do setor de petróleo foram fortemente penalizadas, em meio a dúvidas sobre a decisão da Opep e seus aliados sobre um provável corte na oferta.

No Brasil, as ações da Petrobrás caíram cerca de 4%, influenciadas pela desvalorização de mais de 2% dos preços da commodity. Houve ainda desconforto com a informação de que o futuro governo de Jair Bolsonaro pode alterar o plano estratégico 2019-2023 apresentado na quarta-feira pela estatal. Na ponta oposta, estiveram os papéis do setor financeiro, que se recuperaram das perdas e, na maioria, terminaram em alta.

A notícia da prisão da diretora executiva da gigante chinesa Huawei, Meng Wanzhou, voltou a impor cautela nos mercados internacionais. A prisão no Canadá, a pedido dos EUA, reforçou as dúvidas sobre a chance de sucesso do diálogo entre China e EUA no comércio.

Câmbio

A moeda americana à vista terminou com ganho de 0,35%, a R$ 3,8806, depois de ter superado os R$ 3,94 com as questões internacionais e expectativas de que o Banco Central anunciasse alguma ação no câmbio.

Estadão

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