Arrecadação com impostos e contribuições federais soma R$ 1,58 tri até junho, alta anual de 6,63%
Segundo a Receita, desempenho da arrecadação em 2026 se deve à receita previdenciária, que teve uma arrecadação de R$ 381,092 bi, com crescimento real de 5,08%
BRASÍLIA - A arrecadação de impostos e contribuições federais até junho de 2026 somou R$ 1,587 trilhão, informou nesta quinta-feira, 30, a Receita Federal. O montante representa alta de 6,63% na comparação com o mesmo período de 2025, descontada a inflação do período. Segundo o órgão, é a maior arrecadação até junho desde 2000.
No relatório de divulgação, o Fisco atribui o desempenho da arrecadação em 2026 à receita previdenciária, que teve uma arrecadação de R$ 381,092 bilhões, com crescimento real de 5,08%. Esse resultado decorreu, segundo o órgão, do "crescimento real de 3,27% da massa salarial e de 5,46% na arrecadação do Simples Nacional previdenciário de janeiro a junho de 2026 em relação ao mesmo período de 2025".
Além disso, houve crescimento de 16,85% no montante das compensações tributárias com débitos de receita previdenciária em relação a junho de 2025. E a reoneração escalonada da contribuição patronal dos municípios e da folha de pagamentos também é citada como fator.
O IRPJ e a CSLL totalizaram uma arrecadação de R$ 313,014 bilhões, representando crescimento real de 5,73%. O resultado do período pode ser justificado, principalmente, pelo ao crescimento real de 11,35% na arrecadação do lucro presumido e ao aumento real de 18,18% na arrecadação relativa à declaração de ajuste do IRPJ e da CSLL, relativa a fatos geradores ocorridos em 2025.
Houve também pagamentos atípicos da ordem de R$ 11 bilhões no período acumulado.
O PIS/Pasep e a Cofins totalizaram uma arrecadação de R$ 309,628 bilhões, representando crescimento real de 4,45%. Esse resultado decorre, principalmente, do aumento de 1,56% no volume de vendas (PMC-IBGE) e de 2,25% no volume de serviços (PMS-IBGE) entre dezembro de 2025 e maio de 2026, em relação ao período compreendido entre dezembro de 2024 e maio de 2025.
Além de outros fatores, como:
- Recuperação da arrecadação relativa a setores inseridos no Perse e ao setor
- Petrolífero;
- Desempenho positivo dos segmentos automotivo, de eletricidade e gás, dos serviços financeiros e do Simples Nacional;
- Expansão de 10,26% nas compensações tributárias e dos efeitos da legislação, especialmente as desonerações temporárias sobre diesel, biodiesel e querosene de aviação.
O IOF apresentou uma arrecadação de R$ 50,305 bilhões, representando crescimento real de 30,40%. O governo aumentou a alíquota do IOF em junho de 2025, depois de uma série de impasses com o Congresso. A mudança tem turbinado a arrecadação dessa rubrica.
O IRRF-Rendimentos do Capital apresentou uma arrecadação de R$ 92,223 bilhões, representando crescimento real de 16,36%. O resultado do período pode ser justificado principalmente pelos aumentos nominais de 31,92% na arrecadação do item "Aplicação de Renda Fixa (PF e PJ)" e de 12,46% na arrecadação do item "Fundos de Renda Fixa", segundo a Receita.
No fim do ano passado, o Congresso aprovou aumentos nas alíquotas de fintechs e bets e de JCP, junto com um projeto que reduz os benefícios fiscais em 10%.
O texto eleva a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) incidente sobre fintechs de maneira escalonada. A alíquota subiria de 9% para 12%, nível em que ficaria até o fim de 2027, antes de se acomodar em 15% a partir de 2028. Os bancos pagam 20% de CSLL, mas o imposto efetivo sobre financeiras não bancárias tende a ser maior, em parte por conta da rentabilidade mais alta.
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