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Dólar fecha em alta, perto dos R$ 5,15, em meio à crise no STF e novas pesquisas mostrarem disputa acirrada entre Lula e Flávio

O dólar à vista encerrou a sessão ​com alta de 0,49%, a R$5,1490. No ano, a divisa passou a acumular baixa de 6,19%

14 set 2026 - 17h11
(atualizado às 17h53)
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Resumo
O dólar fechou em alta de 0,49%, cotado a R$ 5,1490, impulsionado por tensões externas e incertezas políticas locais. No exterior, o conflito entre EUA e Irã aumentou a aversão ao risco. No Brasil, o avanço da moeda refletiu a crise institucional no STF e o cenário eleitoral acirrado entre Lula e Flávio Bolsonaro, com pesquisas em empate técnico gerando cautela no mercado financeiro diante de desconfianças fiscais sobre uma eventual reeleição do atual presidente.
Corretor mostra notas de dólar americano em uma casa de câmbio em Karachi, no Paquistão, em 3 de dezembro de 2018. REUTERS/Akhtar Soomro
Corretor mostra notas de dólar americano em uma casa de câmbio em Karachi, no Paquistão, em 3 de dezembro de 2018. REUTERS/Akhtar Soomro
Foto: Reuters

O dólar fechou a segunda-feira em ‌alta ante o real, influenciado tanto pelo avanço da moeda norte-americana no exterior quanto pelo cenário político conturbado no Brasil, em meio à crise no Supremo Tribunal Federal (STF) e a novas pesquisas eleitorais.

O dólar à vista encerrou a sessão com alta de 0,49%, a R$5,1490. No ano, a divisa passou a acumular baixa de 6,19%.

Às 17h02, o dólar futuro para outubro -- atualmente o ⁠mais negociado no mercado brasileiro -- subia 0,38% na B3, aos R$5,1680.

A segunda-feira começou com o dólar ‌em alta ante boa parte das demais divisas no exterior, novamente impulsionado pelo conflito entre Estados Unidos e Irã, que alimentava a busca por ativos mais seguros. Preocupações em torno de ‌possíveis riscos da IA também traziam cautela para os negócios.

No ‌Brasil, a busca pelo dólar era reforçada pelo cenário político, após as pesquisas eleitorais ⁠mais recentes mostrarem uma disputa acirrada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pelo Planalto.

Na sexta-feira, pesquisa do Datafolha mostrou Lula com 46% e Flávio com 44% em uma simulação de segundo turno. O resultado representa empate técnico, já que a margem de erro é de 2 pontos percentuais.

Na manhã desta segunda-feira, a pesquisa BTG/Nexus mostrou Lula com ‌47% das intenções de voto, contra 46% de Flávio, também em empate técnico em função da margem ‌de 2 pontos percentuais. Neste ⁠caso, porém, Lula voltou a ⁠ter a vantagem numérica, que no levantamento anterior era de Flávio.

Já a nova pesquisa Quaest mostrou Flávio com ⁠42% e Lula com 40%, com margem de ‌erro de 2 pontos percentuais.

Lula ainda ‌é visto com desconfiança por boa parte do mercado, que enxerga sua reeleição como um empecilho para o controle das contas públicas e, consequentemente, da inflação. Assim, notícias não tão favoráveis a Flávio -- como a da pesquisa BTG/Nexus -- têm favorecido a elevação do dólar ⁠ante o real.

"O dólar foi para acima de R$5,18 na máxima de mais cedo, espelhando a cautela externa com o petróleo subindo mais de 3%", comentou durante a tarde o diretor da assessoria FB Capital, Fernando Bergallo, acrescentando que a disputa política também deu suporte às cotações.

"O mercado segue apostando contra o Lula. Então o front ‌externo foi empurrando (o dólar), mas o doméstico também."

Às 10h54, o dólar à vista marcou a cotação máxima intradia de R$5,1830 (+1,13%).

A crise no STF também trazia cautela para os negócios. No ⁠fim de semana o presidente da corte, Edson Fachin, chamou para si a relatoria da petição sobre as mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. O caso irá a julgamento no plenário do STF na terça-feira.

Fachin também marcou o julgamento sobre a conduta do ministro André Mendonça como relator do caso do Banco Master para o dia 23.

Durante a tarde o dólar apagou parte dos ganhos ante o real, mas ainda assim se manteve no território positivo. Às 13h55 a moeda à vista marcou a mínima de R$5,1414 (+0,32%), para depois fechar pouco abaixo dos R$5,15.

No exterior, às 17h05 o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,41%, a 99,508.

No fim da manhã, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial tradicional para rolagem do vencimento de 1º de outubro.

(Edição de Isabel Versiani)

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