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Argentina vive ciclo 'virtuoso', mas ainda tem desafios econômicos significativos, diz OCDE

Grupo manteve as previsões de crescimento do PIB argentino de 5,2% em 2025 e de 4,3% em 2026, revertendo a contração de 1,3% em 2024

7 jul 2025 - 13h22
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A Argentina vive um ciclo "virtuoso" de recuperação econômica, mas ainda enfrentará desafios significativos no processo de aplicar reformas para manter o crescimento de forma "sustentável", avalia a Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), em relatório divulgado nesta segunda-feira, 7. O grupo manteve as previsões de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) argentino de 5,2% em 2025 e de 4,3% em 2026, revertendo a contração de 1,3% em 2024.

Já a inflação ao consumidor (CPI) anual da Argentina terá forte desaceleração a 36,6% neste ano e a 14,9% no próximo, de 219,9% em 2024, avalia a OCDE, desde que o país assegure uma postura monetária restritiva. O relatório nota ainda que o nível de pobreza diminuiu no fim de 2024, após alcançar um pico histórico no primeiro trimestre do ano passado, graças a redução da inflação e gastos sociais bem direcionados.

Para a organização, melhorar a posição fiscal da Argentina nos próximos anos e ampliar medidas de desregulação é essencial para que o país ganhe acesso aos mercados de capitais internacionais, ajudar o crescimento econômico e aprimorar novamente a produtividade do país.

"Isso requer a retirada de subsídios e aprimoramento da eficiência no setor público, substituindo impostos distorcivos por impostos de renda e consumo", sugere, acrescentando que a remoção de controles de capitais e cambial feita em abril também é positiva.

A Argentina registrou superávit fiscal em quase todos os meses de 2024, a primeira vez que isso aconteceu desde 2010, terminando o ano passado com superávit de 1,8% do PIB, segundo a OCDE. O relatório nota que autoridades argentinas projetam que o superávit deverá cair para 1,6%.

Outra sugestão da OCDE é reduzir barreiras comerciais em bens e capitais intermediários para impulsionar a competitividade argentina, além de relaxar restrições para investimento estrangeiro direto (IED) para melhorar fluxos de capitais e tecnologia. A Argentina também detém 20% das reservas globais de lítio e capturar esse valor exige reformas de infraestrutura.

Estadão
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