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Argentina e Brasil fazem swap de moedas de US$ 1,5 bi

8 mai 2009 - 18h03
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Argentina e Brasil concordaram em fazer um swap de moedas no valor de US$ 1,5 bilhão para reforçar a posição de reservas de cada país, informaram nesta sexta-feira, em Buenos Aires, os ministros da Economia argentino, Carlos Fernández, e brasileiro, Guido Mantega.

"Isto vai reforçar a posição financeira de cada país e da região, além de servir para reduzir a taxa de Risco País", destacou Mantega à imprensa, junto com Fernández.

Este swap de moedas é de carácter preventivo e permitirá a cada país ter disponível um crédito em reais ou em pesos no equivalente a US$ 1,5 bilhão, com um prazo de três anos.

De acordo com a definição do mercado, Swap significa troca. No caso dos contratos de swaps, pode-se trocar moedas, taxa de juro ou commodities. Um swap de taxas de juros pode ser utilizado para transformar uma taxa flutuante numa taxa fixa, e vice-versa.

Um swap de moedas pode ser usado para transformar um empréstimo em uma moeda estrangeira em outra moeda. É uma operação mais sofisticada. Por isso, as tesourarias de bancos e os gestores de fundos de investimento são os que mais usam o mercado de swaps. A ideia é que dois investidores façam aplicações "casadas" que, no dia do vencimento, servirão como proteção do dinheiro ou até mesmo como especulação para aumentar o capital.

Segundo o ministro brasileiro, a linha de crédito poderá ser operacional "em duas ou três semanas" já que é de "relativa fácil aprovação" e não necessita votação parlamentar.

Mantega lembrou que seu país havia firmado um acordo semelhante por US$ 30 bilhões com o Federal Reserve (FED) dos Estados Unidos, reiterando que seu governo pretende expandir a proposta à região.

O convênio permitirá à Argentina somar US$ 1,5 bilhão a suas reservas, que chegam a US$ 46,52 bilhões atualmente, segundo cifras do Banco Central.

Os ministros fizeram o anúncio durante entrevista à imprensa ao final de uma reunião de ministros da Economia dos sete países sul-americanos que aderiram ao Banco do Sul (Argentina, Brasil, Bolívia, Equador, Paraguai, Uruguai e Venezuela).

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Fonte: Invertia Invertia
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