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Argentina anuncia planos para atingir metas do FMI

14 jun 2018 11h32
| atualizado às 12h02
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A Argentina divulgou planos para reduzir seu déficit fiscal e tornar o banco central independente em uma carta de intenção ao Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgada nesta quinta-feira, e disse que tomará medidas adicionais, se necessário, para atingir as metas do programa de 50 bilhões de dólares.

O ministro do Tesouro da Argentina, Nicolas Dujovne (à direita) e o presidente do Banco Central da Argentina, Federico Sturzenegger, durante coletiva de imprensa em Buenos Aires
07/06/2018
REUTERS/Marcos Brindicci
O ministro do Tesouro da Argentina, Nicolas Dujovne (à direita) e o presidente do Banco Central da Argentina, Federico Sturzenegger, durante coletiva de imprensa em Buenos Aires 07/06/2018 REUTERS/Marcos Brindicci
Foto: Reuters

O governo garantirá que as previsões de receita no orçamento que apresentará ao Congresso nos próximos meses sejam "adequadamente conservadoras" e congelará as contratações de servidores públicos federias por dois anos, disse a carta.

O governo do presidente Mauricio Macri também continuará eliminando os subsídios de gás e transporte e estenderá a implementação de algumas partes de uma reforma tributária, se necessário, para atingir as metas fiscais, acrescenta a carta, dirigida à diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde.

O governo apresentará um novo estatuto do Banco Central ao Congresso até março de 2019 e se compromete a conceder autonomia financeira ao banco, com níveis adequados de capital, até dezembro de 2019, de acordo com a carta assinada pelo ministro do Tesouro, Nicolas Dujovne, e pelo presidente do Banco Central, Federico Sturzenegger.

Eles acreditam que as políticas eram "adequadas para alcançar os objetivos macroeconômicos e financeiros do programa", segundo a carta, acrescentando que "tomaremos quaisquer medidas adicionais que possam ser apropriadas para esse fim".

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