Aluguel de ações: o que é e quais cuidados tomar com a estratégia
As operações de aluguel de ações são mais complexas, exigem um nível de experiência maior dos investidores
Negociar ações não é apenas compra e venda. Uma forma de tentar ganhar nesse mercado é com o aluguel de ações.
“O aluguel de ações é uma operação onde um investidor, também chamado de doador, empresta suas ações para outro investidor, conhecido como tomador, durante um período de tempo. Em troca desse empréstimo o doador vai receber do tomador uma remuneração, conhecida como taxa de aluguel”, explicou Carlos André Vieira, Analista-chefe da casa de análises do TC.
Entenda a operação, com a explicação do especialista.
Como funciona o aluguel de ações?
O tomador tem por objetivo obter algum ganho financeiro com a ação alugada, seja pela sua valorização ou pela sua venda a descoberto, também conhecido pelo termo “short”onde o tomador vai obter um retorno financeiro caso a ação se desvalorize.
Na outra ponta da operação, o doador também espera obter rendimentos, através do aluguel desse ativo. Ele tem a garantia de que o ativo será devolvido ao final do contrato, já que a corretora exige algumas garantias do tomador para que ela possa consolidar essa operação. A intermediação entre o doador e o tomador é realizada por uma corretora de valores.
Segundo Vieira, o aluguel de ações pode dar alguns sinais importantes a respeito daquele ativo que está com maior volume de aluguel do que o normal. Por exemplo, se o aluguel do ativo aumentou muito, pode ser que para parte dos investidores tenham aumentado as perspectivas negativas quanto a esse ativo, por sinais como um resultado financeiro ruim ou alguma notícia relevante que deve impactar o preço daquele ativo.
Que cuidados tomar com o aluguel de ações?
As operações de aluguel de ações, ou de qualquer outro ativo, são operações mais complexas, que exigem um nível de experiência muito maior dos seus investidores e das pessoas que estão interessadas em realizar esse tipo de operação, ressaltou Carlos Vieira.
