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Alguns países do G20 rejeitam posição dos EUA sobre excesso de capacidade industrial

2 out 2026 - 20h48
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Resumo
Ministros do G20 rejeitaram apelos dos EUA para conter o excesso de capacidade industrial e práticas contrárias ao mercado, expondo divisões no grupo. Apenas México e Argentina apoiaram a proposta americana contra o trabalho forçado, que gerou tarifas sobre 59 países e a UE. A China contesta as acusações, alegando protecionismo ocidental. Apesar do impasse, houve consenso unânime contra o uso do comércio de alimentos e itens agrícolas como ferramenta de coerção econômica ou política.

Um "punhado" de ministros ‌do Comércio do G20 rejeitou os apelos dos EUA para conter o excesso de capacidade industrial e as políticas não orientadas pelo mercado, informou nesta sexta-feira o gabinete do Representante de Comércio dos EUA (USTR), revelando divisões dentro do grupo das ⁠principais economias do mundo.

A declaração da presidência norte-americana do G20, ‌divulgada um dia após o encerramento de uma reunião sobre comércio em Milwaukee, também revelou que apenas dois países — ‌México e Argentina — aderiram a uma ‌declaração liderada pelos EUA que pede mais esforços e ⁠cooperação para eliminar das cadeias de abastecimento produtos fabricados com trabalho forçado.

A rejeição ocorre após a imposição, pelo governo Trump, de tarifas de 10% ou 12,5% sobre produtos provenientes de 59 países e da União Europeia, sob a alegação de ‌que eles não aplicam adequadamente as proibições ao trabalho forçado.

A ‌declaração do USTR não ⁠citou os ⁠países que se opuseram à declaração sobre o excesso de capacidade. Mas ⁠a China já havia ‌se oposto a uma ‌declaração semelhante do G20 que denunciava o trabalho forçado e políticas econômicas não orientadas pelo mercado que levam a exportações excessivas, em uma reunião de líderes financeiros realizada há ⁠um mês em Asheville, na Carolina do Norte.

"O rascunho da declaração ministerial foi apoiado por todos, exceto por um punhado de membros, alguns dos quais rejeitaram firmemente a criação desse caminho para uma ação ‌cooperativa" sobre o excesso de capacidade, afirmou o comunicado, acrescentando que isso "decepcionou profundamente" a presidência dos EUA no G20.

O excesso ⁠de capacidade industrial da China e os subsídios industriais têm sido temas centrais das reuniões ministeriais do G20 lideradas pelos EUA neste ano. Pequim rejeitou as alegações de que suas políticas industriais tenham criado excesso de capacidade e acusa os países ocidentais de usar a questão para justificar medidas protecionistas.

Os EUA afirmaram que os ministros do Comércio do G20 conseguiram chegar a um consenso ao condenar a instrumentalização do comércio de alimentos, com os membros concordando "que o comércio de alimentos e produtos agrícolas não deve ser usado como ferramenta de coerção econômica ou política".

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