Alckmin chama sindicato de Piracicaba, cidade mais atingida pelo tarifaço no Brasil, para reunião
Empresários pedirão a vice-presidente que o Brasil intensifique negociações com os Estados Unidos e facilite acesso de empresas a plano de socorro às exportações
BRASÍLIA — O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, chamou o sindicato que representa as indústrias de Piracicaba (SP) para uma reunião sobre os efeitos do tarifaço imposto a mercadorias brasileiraso pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Como o Estadão mostrou, Piracicaba (SP) foi a cidade do Brasil mais atingida pelo tarifaço, considerando as duas tarifas que somaram 37,5%. Exportador de máquinas e peças usadas na indústria americana, o município não escapou da taxação.
As exportações atingidas superam US$ 1 bilhão no município, considerando os embarques feitos em 2024, quando não havia tarifaço. A audiência entre empresários de Piracicaba e Alckmin ocorrerá em São Paulo, na sexta-feira, 7.
O Sindicato Patronal das Indústrias metalmecânicas de Piracicaba, Saltinho e Rio das Pedras (Simespi) estima que o novo tarifaço chegue a aproximadamente 50 empresas da região que, juntas, empregam em torno de 10 mil trabalhadores diretos.
O sindicato pedirá a Alckmin que o governo brasileiro intensifique as negociações para reduzir as tarifas e ampliar a lista de produtos isentos. Além disso, o segmento quer a inclusão prioritária de máquinas, equipamentos e componentes na lista de isenções.
Os empresários também vão pedir acesso facilitado ao Plano Brasil Soberano, lançado pelo governo para socorrer empresas atingidas e incentivar o comércio internacional. Crédito emergencial, medidas tributárias temporárias, apoio à manutenção dos postos de trabalho e à diversificação dos mercados externos também estão na pauta de pedidos.
"Nosso papel é representar principalmente os interesses das empresas associadas e das indústrias da região, por meio da negociação e do diálogo. Estamos confiantes de que podemos alcançar resultados positivos para as empresas", afirmou o presidente do Simespi, Paulo Estevam Camargo.
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