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Ajuste de tarifas dos EUA elimina burocracia, mas segue pesando sobre exportações, diz Abimaq

2 abr 2026 - 19h03
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A decisão do ‌governo dos Estados Unidos de ajustar as tarifas sobre importações de aço, alumínio e cobre é vista como positiva pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) pois reduz a burocracia do regime anterior, mas a entidade ⁠avalia que as novas regras seguirão pesando sobre as vendas ‌externas do setor ao país.

"A notícia boa é que não vai ter mais aquela burocracia de calcular ‌o quanto o aço significa no ‌custo da máquina. O lado ruim é que ⁠a alíquota das máquinas que estão na lista passam de 10% para 25%", disse José Velloso, presidente-executivo da Abimaq, à Reuters.

Entre as mudanças aprovadas nesta quinta-feira pelo governo dos EUA está a eliminação da tarifa anterior de ‌50% sobre produtos acabados feitos com aço, alumínio e cobre ‌se o conteúdo ⁠do produto ⁠com esses metais for inferior a 15% em peso.

Os produtos com ⁠mais de 15% de ‌aço, alumínio ou cobre ‌em peso terão tarifa reduzida de 25%, mas sobre o valor total da importação, não apenas sobre o conteúdo de metal. Assim, uma máquina de lavar ⁠roupa ou um fogão fabricados principalmente com aço terão uma tarifa fixa de 25%.

"Como todas as máquinas da lista tem um peso de aço superior a 10% ou 15%, entendo que ‌todas as máquinas da lista vão passar para uma alíquota de importação de 25%", disse o presidente da ⁠Abimaq.

Segundo o governo norte-americano, as mudanças têm como objetivo simplificar o atual regime tarifário.

"Então, a notícia boa é o fim da burocracia. A notícia ruim é que a alíquota vai ser de 25%", disse Velloso.

Segundo dados da Abimaq, as exportações de máquinas e equipamentos para os EUA em 2025 caíram 9,1%, diante das tarifas impostas por Trump. Além disso, os EUA perderam participação no total das vendas externas de máquinas do Brasil, passando de 27% em 2024 para 23% no ano passado.

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