Agricultura confirma novo foco da doença de Newcastle em granja comercial de Nova Erechim (SC)
Caso é o terceiro de Santa Catarina e o quarto no País; ministério diz que atua com órgãos estaduais de defesa agropecuária para 'controlar a ocorrência e proteger a avicultura nacional'
O Ministério da Agricultura confirmou o terceiro foco da Doença de Newcastle em Santa Catarina, em uma granja comercial de Nova Erechim, totalizando quatro casos no país. A detecção envolve 9.600 aves assintomáticas e ocorreu durante vigilância intensificada na área de emergência zoossanitária. Medidas de contenção e despovoamento sanitário já foram aplicadas na região. A pasta reforça que a enfermidade viral não é transmitida a humanos e o consumo de produtos inspecionados segue seguro.
BRASÍLIA - O Ministério da Agricultura confirmou em nota que um terceiro caso da Doença de Newcastle (DNC), doença viral que afeta aves, foi registrado em estabelecimento avícola comercial em Nova Erechim, oeste de Santa Catarina. O caso foi identificado dentro da área de emergência zoossanitária estabelecida na região.
Este é o quarto caso já registrado de Newcastle em produção comercial no Brasil. A Doença de Newcastle é uma doença viral altamente contagiosa que afeta aves domésticas e silvestres e causa sinais respiratórios seguidos por manifestações nervosas.
É uma doença de notificação obrigatória à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). A DNC não é transmitida ao consumo de produtos avícolas inspecionados, que permanece sem contraindicações.
O registro ainda não consta na plataforma de acompanhamento de Síndrome Respiratória e Nervosa das Aves do Ministério da Agricultura. Na plataforma, aparece apenas uma investigação em curso de uma suspeita de DNC em produção comercial de galinhas em Nova Itaberaba.
Segundo o ministério, a detecção ocorreu durante as ações de vigilância intensificada na área de emergência sanitária. "O Serviço Veterinário Oficial (SVO) já iniciou as medidas previstas nos protocolos de resposta a emergências zoossanitárias, incluindo investigação epidemiológica, vigilância e contenção da doença", explicou a pasta.
Mais cedo, a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) informou a confirmação do terceiro caso da doença no Estado, em Nova Erechim, oeste catarinense. Em nota, a Cidasc afirma que ações de monitoramento permitiram identificar o foco da doença e que as equipes intensificam os trabalhos com ampliação do raio de vigilância. Esse foco envolve 9.600 aves, que não apresentaram sintomas, segundo a Cidasc.
Em Nova Itaberaba (SC), onde um foco da doença foi confirmado em 18 de outubro, as medidas sanitárias foram concluídas e a propriedade encontra-se em vazio sanitário, conforme o ministério. Em Coronel Freitas (SC), onde o segundo foco foi confirmado em 24 de outubro, foi concluído o despovoamento sanitário (descarte sanitário das aves), enquanto os procedimentos de limpeza e desinfecção seguem em andamento.
O ministério disse ainda que atua conjuntamente com os órgãos estaduais de defesa agropecuária "para controlar a ocorrência e proteger a avicultura nacional". "O consumo de produtos avícolas submetidos à inspeção oficial permanece seguro, sem contraindicações", esclareceu a pasta.
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