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Agência recruta 'avós' para trabalho de babá ao redor do mundo

10 ago 2011 - 05h53
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<br/>Uma agência alemã decidiu recrutar &aposavós&apos para trabalharem como babás para famílias no exterior. Em vez das adolescentes que normalmente se oferecem para o trabalho de au pair - que envolve tomar conta das crianças e da casa, em troca da experiência de viver com uma família em outro país - a agência Granny Au Pair escolhe mulheres mais maduras, que querem uma chance de conhecer o mundo.<br /><br />Rita Charalampiev, uma mulher casada de 62 anos e com uma filha já adulta, acaba de voltar à Alemanha após uma temporada de 6 meses no Canadá, onde ela cuidava de gêmeos de 2 anos e meio de idade e cozinhava. "Eu gostava do meu trabalho e me sentia jovem. Comecei a me lembrar de todas as canções infantis, dos jogos que costumava jogar. Havia muita diversão, amor, barulho e trabalho. E eu ainda recebia de volta lindos sorrisos com olhinhos brilhando", conta ela. "Eu sempre vou sentir falta das pessoas simpáticas, educadas e relaxadas que conheci no Canadá."<br /><br /><b>&aposAntigos sonhos&apos</b><br /><br>A criadora da agência, Michaela Hansen, de 50 anos, teve a ideia ao ver um programa de TV sobre jovens au pairs. "Eu pensei: por que não há algo parecido para mulheres mais velhas?". Hansen imaginou que, como ela, muitas mulheres que cresceram na República Democrática Alemã casaram-se cedo, tiveram filhos e nunca conseguiram uma oportunidade de viver no exterior e trabalhar como au pair, como fazem muitas adolescentes e jovens europeias. "Muitas vezes as pessoas mais velhas se lembram com um pouco de melancolia de seus antigos sonhos. Viver no exterior é frequentemente um deles. Algumas queriam emigrar para os Estados Unidos, outras sonhavam em viver numa fazenda de ovelhas na Nova Zelândia. Até mesmo o sonho de trabalhar como au pair em outro país não foi realizado", diz Hansen.<br /><br /><b>Novas experiências</b><br /><br>Hoje, já aposentadas e com filhos criados, essas mulheres maduras teriam tempo e disposição para conhecer outras culturas. "Quando li no jornal sobre a agência Granny Au Pair, fiquei empolgada e me ofereci imediatamente. Eu gosto de viajar, viver novas experiências, conhecer pessoas de outros países... Além disso, queria melhorar um pouco o meu inglês", disse Charampiev.<br /><br />Como ela, mais de 400 mulheres se inscreveram desde a criação da agência em 2010. Cerca de 50 delas já tiveram a oportunidade de viver com famílias em países como Austrália, Grã-Bretanha, Jordânia, França, Índia, Namíbia e Itália por períodos que variam entre três meses e um ano.<br /><br />A agência tem candidatas com idades entre 35 e 76 anos, mas a maioria delas fica na faixa entre 55 e 65 anos. Como as au pairs mais jovens, elas tomam conta de crianças em troca de quarto e comida. Normalmente não há salário, mas a família e a au pair podem fazer qualquer tipo de acordo. Muitas famílias pagam as passagens aéreas e oferecem algum dinheiro para as despesas diárias. No momento da inscrição, as interessadas pagam uma taxa de 35 euros (R$ 80) e quando uma família compatível é encontrada, outros 250 euros (R$ 575).<br /><br /><b>Responsabilidade x energia</b><br /><br>A gerente da Granny Au Pair, Corinna Von Valtier, acredita que as &aposavós&apos têm grandes vantagens na comparação com as adolescentes. "Elas são mais responsáveis, tem experiência de vida, já criaram filhos e cuidaram de uma casa. Já as mais jovens estão interessadas em namorados e festas."<br /><br />Rita Charalampiev admite que talvez as mulheres mais maduras não tenham tanta energia, mas acha que elas não têm dificuldades em fazer o trabalho de au pair por seis meses ou um ano. Hansen lembra, no entanto, que os dois lados devem ter tolerância. Segundo ela, a au pair precisa ser tratada com respeito, mas não pode querer ensinar a família como criar seus filhos.<br /><br />Mesmo com possíveis conflitos no caminho, o número de mulheres maduras interessadas em viver a experiência vem crescendo nos últimos meses. Von Valtier diz que está ocupada montando uma base de dados com as informações das candidatas a au pair, que agora já não são mais apenas alemãs. Mulheres espanholas, italianas, britânicas e até brasileiras já procuraram a Granny Au Pair em busca de uma oportunidade de passar algum tempo em outro país.<br /><br /><br /><a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/index.shtml"class="textolinkbold" target="blank"><IMG SRC="http://img.terra.com.br/i/2005/01/17/196749-0408-in.gif" WIDTH="87" HEIGHT="43" BORDER="0" alt="BBC Brasil" align="left"></a><P><br><br /><br /><br><br /><br /><br>

Fonte: Invertia Invertia
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