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Ações da Oracle caem com altos gastos com IA e planos de endividamento assustando investidores

11 jun 2026 - 08h15
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As ações da Oracle caíam nesta quinta-feira depois ‌que os planos de gastos de capital da gigante da nuvem, superiores ao esperado, alimentaram preocupações com o aumento vertiginoso dos custos dos data centers de IA, ofuscando os sólidos resultados trimestrais.

As ações da empresa sediada em Austin, Texas, caíam 7,2%, para US$186,70, no pré-mercado e ⁠estavam a caminho de corroer mais de US$40 bilhões da avaliação de ‌mercado da empresa, caso as perdas se mantivessem.

A queda também pesava sobre o setor europeu de TI, que já estava sob pressão ‌após um rebaixamento pelo UBS Global Wealth ‌Management. As ações da SAP despencavam 4,4%, enquanto as da ⁠Capgemini caíam 3,6%.

Enquanto a Oracle se esforça para acompanhar o ritmo de seus rivais de hiperescala, sua dívida crescente e fluxos de caixa pressionados estão alimentando dúvidas sobre quando esses gastos massivos serão recompensados.

A Oracle informou na noite de quarta-feira que espera despesas de capital de até ‌US$95 bilhões no ano fiscal de 2027, com planos de levantar quase ‌US$40 bilhões por meio ⁠de uma combinação ⁠de financiamento por dívida e capital em 2027.

A empresa gastou US$55,66 bilhões no ⁠ano fiscal de 2026, superando sua ‌meta de US$50 bilhões, ‌após um anúncio em fevereiro de que pretendia levantar US$50 bilhões por meio de vendas de dívida e ações.

"Ao contrário dos chamados 'hyperscalers'..., a Oracle não está sentada em uma pilha de dinheiro ⁠nem gerando enormes quantidades de fluxo de caixa ao entrar neste ciclo de gastos", disse Russ Mould, diretor de investimentos da AJ Bell.

"Isso a deixa mais à mercê dos mercados quando se trata de financiar qualquer investimento, e os ‌investidores parecem estar relutantes em relação aos planos de levantar mais US$40 bilhões."

No entanto, analistas do J.P. Morgan veem isso como uma compensação ⁠necessária para impulsionar um crescimento mais forte da receita no longo prazo.

A corretora afirmou que a demanda constante deve sustentar o otimismo dos investidores, desde que o negócio de nuvem da Oracle continue crescendo mais rapidamente do que o das principais hiperescaladoras.

O J.P. Morgan, no entanto, apontou alguns riscos de execução, incluindo a expansão de data centers, a manutenção das reservas e o gerenciamento de sua crescente carga de dívida.

O Morgan Stanley espera que a emissão global de dívida relacionada à IA mais que duplique, chegando a quase US$570 bilhões em 2026, com os gastos das hiperescaladoras previstos para ultrapassar US$1 trilhão até 2027.

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