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Will.i.am avalia prós e contras do uso de IA: 'Coloca sua imaginação no máximo, mas...'

Artista discute o papel da criatividade humana frente à inteligência artificial durante painel em Los Angeles, alertando que a tecnologia deve ser usada para inovar, não para replicar o passado

5 fev 2026 - 07h25
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Will.i.am deu seu parecer sobre o futuro da inteligência artificial na música durante painel promovido pela Black Music Action Coalition (BMAC), Universal Music Group (UMG) e Billboard na última quarta, 28. O vencedor de sete Grammys e futuro professor — que lecionará um novo curso, justamente sobre IA, na Arizona State University — declarou que o momento atual é "incrível para ser criativo e usar IA", mas alertou que artistas não devem usar a tecnologia apenas para replicar trabalhos do passado. O evento, realizado sob o tema "Artistas & Música na Era da IA", reuniu executivos e criativos no campus FYI do próprio Will.i.am em Los Angeles.

Foto: Paras Griffin/Getty Images / Rolling Stone Brasil

"Não use apenas para fazer o que fizemos ontem, porque vai fazer melhor que você. IA não tem imaginação. É regurgitação de imaginação. A forma de vencer isso, de ser à prova de IA, é colocar sua imaginação no máximo fodido e não repetir o que fizemos ontem", declarou.

O vice-presidente executivo e diretor digital da UMG Michael Nash, moderador de outro painel no evento, resumiu o consenso da conversa: "O esperançoso é que estamos tendo essa discussão agora. Ainda é o início, e que vai alinhar o futuro da inovação impulsionada por IA com os interesses da comunidade artística". Durante o evento, o cofundador e presidente/CEO da BMAC Willie "Prophet" Stiggers declarou: "Inovação deveria expandir oportunidade, não apagá-la. Estamos orgulhosos de fazer parceria com a Universal Music Group nesta reunião revolucionária que traz CEOs, artistas e defensores para a mesma sala. Lugar à mesa para criadores não é opcional. É essencial".

O debate sobre IA na música dividiu a comunidade artística nos últimos anos. Mais de 200 artistas, incluindo Billie Eilish, Nicki Minaj, Stevie Wonder, Katy Perry, Pearl Jam e Robert Smith, assinaram carta aberta em abril de 2024 através da Artist Rights Alliance contra o uso "predatório" da tecnologia. "Temos que nos proteger contra o uso predatório da IA para roubar vozes e retratos de artistas profissionais, violar os direitos dos criadores e destruir o ecossistema musical", declarou o documento. No Brasil, artistas como Caetano Veloso, Marisa Monte e Marina Sena uniram forças em novembro de 2025 pelo movimento "Toda criação tem dono. Quem usa, paga", defendendo marco regulatório que obrigue ferramentas de IA a operarem com transparência e paguem licenças quando utilizarem obras protegidas.

Por outro lado, alguns artistas abraçaram a tecnologia de forma pioneira. Grimes se destacou ao criar a plataforma Elf.Tech que permite usuários criarem músicas com versão digitalizada de sua voz, oferecendo dividir 50% dos royalties em qualquer música bem-sucedida gerada por IA que use sua voz. "Gosto da ideia de abrir o código de toda arte e acabar com direitos autorais", declarou a artista canadense. Timbaland fez parceria com a Suno, enquanto Will.i.am e Common investiram na Udio, ambas plataformas líderes de geração musical por IA.

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