Web critica influencer que mantém cadela morta em caixa de vidro
Vídeo viral divide opiniões ao expor forma extrema de lidar com o luto por um animal de estimação
A internet reagiu com indignação após a influenciadora Chloe Chung, de 31 anos, revelar que preservou o corpo de sua cadela após a morte. Segundo ela, o animal passou por um processo de liofilização e foi mantido em uma caixa de vidro dentro de casa.
O vídeo viralizou rapidamente e provocou um debate intenso sobre os limites do luto e da exposição nas redes sociais.
Em uma postagem, Chloe mostrou o pet preservado para seus seguidores. Ela retirou o corpo de uma vitrine de vidro, segurou a cadela diante da câmera e chegou a fazer uma pequena dança.
A cena foi descrita por muitos usuários como perturbadora, especialmente pela aparência rígida do animal.
O que é a liofilização de pets
Diferente da taxidermia tradicional, a liofilização é um processo técnico de preservação. O método remove a água do corpo por meio de congelamento a vácuo e baixas temperaturas.
O objetivo é manter a aparência mais próxima possível da original, como se o animal estivesse dormindo. Trata-se de um procedimento caro e demorado.
Normalmente, é feito por empresas especializadas em memória eterna de animais de estimação. O processo pode levar meses e envolve custos elevados, acessíveis a poucos tutores.
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O que disse a influenciadora
Ao comentar a decisão, Chloe afirmou que não se tratou de algo feito de forma impulsiva.
Segundo ela, a cadela tinha um papel emocional profundo em sua vida.
"Essa foi uma decisão extremamente difícil para mim, porque ela era minha alma gêmea canina. Não foi algo que eu tenha feito de forma leviana e estou feliz que tudo tenha dado certo. Isso não foi taxidermia. Ela foi liofilizada", afirmou, de acordo com o The Sun.
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A reação da web
A repercussão foi majoritariamente negativa. Muitos internautas classificaram o vídeo como "traumatizante" e "assustador". Outros questionaram se a prática respeita a dignidade do animal após a morte.
"Acho que eu não conseguiria fazer isso com os meus cachorros. Eles merecem dignidade depois que morrem. Eles não são um acessório para desfilar por aí", comentou um usuário.
Outra crítica recorrente foi a dificuldade de aceitação do luto. Para parte do público, manter o corpo preservado impediria o processo de despedida.
"Chegar em casa e ver aquele corpo sem vida destruiria minha saúde emocional. É melhor manter minha cachorra viva na memória, não em uma vitrine", escreveu outro internauta.
Entre o luto e a ética
Apesar das críticas, alguns seguidores defenderam a influenciadora. Eles argumentaram que cada pessoa vive o luto de maneira diferente. Para esse grupo, a preservação do pet pode ajudar na superação da perda.
O caso reacendeu comparações com outras formas de homenagem. Cinzas transformadas em joias, árvores plantadas em memória do animal e álbuns de fotos são alternativas mais comuns.
A diferença, segundo críticos, está no limite entre lembrança afetiva e exposição do corpo.
A discussão segue aberta nas redes sociais. Entre empatia, choque e questionamentos éticos, o episódio mostra como o luto, quando exposto publicamente, pode gerar reações extremas.