Vice-primeiro-ministro russo chama Madonna de 'puta velha'
9 ago2012 - 08h43
(atualizado às 09h32)
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O vice-primeiro-ministro russo, Dmitri Rogozin, usou seu Twitter para chamar de "puta velha" a cantora Madonna, que se atreve a dar "lições de moral" ao pedir que as cantoras do grupo punk Pussy Riot sejam libertadas.
Madonna pediu a libertação das integrantes da banda Pussy Riot durante show em Moscou no dia 7 de agosto
Foto: Reuters
"Com a idade, toda puta velha tende a dar lições de moral a todo mundo. Em particular, em suas viagens pelo estrangeiro", tuitou Rogozin, vice-primeiro-ministro da Indústria da Defesa. Pouco depois, em meio a uma troca de mensagens no Twitter, Rogozin enviou outra mensagem a Madonna: "Ou tira sua cruz, ou usa umas calcinhas".
Na terça-feira, Madonna afirmou, durante um show em Moscou, que reza pela liberdade das integrantes da banda de punk Pussy Riot, que podem ser condenadas a três anos de prisão por terem feito uma "oração" contra o presidente russo.
O emotivo pedido da cantora se somou ao de numerosas personalidades russas e estrangeiras que defendem as integrantes da banda e consideram as acusações e sua prisão provisória de cinco meses desproporcionais. "Sei que há vários lados de uma história", declarou Madonna, considerando valente a atitude das jovens da Pussy Riot, no dia 21 de fevereiro na Catedral do Cristo Salvador de Moscou.
Para alguns críticos, o julgamento faz parte de uma campanha mais ampla contra a crescente oposição a Vladimir Putin, que voltou ao Kremlin no dia 7 de maio.
Três membros da banda punk russa Pussy Riot irão permanecer presas até o final de julho. Nadezhda Tolokonnikova, 23 anos, Maria Alekhina, 24 anos, e Yekaterina Samutsevich, 29 anos, realizaram um protesto na catedral de Moscou em fevereiro pedindo uma Rússia livre de Vladimir Putin. Na imagem, Yekaterina Samutsevich
Foto: AP
Enquanto isso, na rua, a polícia russa prendeu 15 fãs da banda por protestarem contra a detenção de três das suas integrantes. Eles foram presos por violação da ordem pública quando uma multidão de cerca de 300 assobiaram e gritaram "Liberdade" do lado de fora de um tribunal de Moscou antes da audiência que prorrogou a detenção das roqueiras
Foto: AP
"Eles estão violando nossos direitos constitucionais", gritou uma mulher em seu 40 anos antes de ser arrastada para um carro da polícia
Foto: AP
Não houve brigas, mas a multidão segurava faixas exigindo a libertação das três mulheres por causa da performance improvisada em vestidos curtos e máscaras coloridas no altar da Catedral Cristo o Salvador, em Moscou
Foto: AP
A interpretação de uma oração punk chamada "Santa Mãe, jogue fora Putin!" foi um protesto contra a estreita relação entre Putin e a Igreja Ortodoxa, que o apoiou na eleição presidencial que ganhou em março
Foto: AP
O apoio da Igreja a Putin, cujo regime tem sido descrito pelo chefe da Igreja Ortodoxa Russa como um "milagre de Deus", provocou a ira de muitos membros do movimento de protesto anti-Putin que surgiu nos últimos sete meses
Foto: AP
Maria Alekhina, Nadezhda Tolokonnikova e Yekaterina Samutsevich podem pegar até sete anos de prisão por vandalismo durante um ato que ofendeu alguns fiéis russos ortodoxos
Foto: AP
Os advogados de defesa das mulheres presas veem o caso como político e disseram apresentaram um recurso contra sua detenção perante o Tribunal Europeu de Direitos Humanos na terça-feira
Foto: AP
Foto: Terra
Nadezhda Tolokonnikova aguarda a audiência na cela da prisão onde é mantida, na corte de Moscou
Foto: AFP
Policial se aproxima da cela enquanto a garota mostra as mãos algemadas
Foto: AFP
A garota russa, presa há quatro meses, ri dentro da cela antes da audiência
Foto: AFP
A garota e outras três integrantes da banda Pussy Riot podem ser condenadas a até sete anos de prisão
Foto: AFP
Policial leva Nadezhda Tolokonnikova algemada à audiência, na corte de Moscou
Foto: AFP
Nadezhda Tolokonnikova, uma das integrantes da banda Pussy Riot que foram presas em fevereiro, aguarda uma audiência na corte de Moscou. Ela e outras três garotas foram detidas por cantar uma música de protesto em uma igreja. As manifestantes podem ser condenadas a até sete anos de prisão
Foto: AFP
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