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Uruguaio Daniel Viglietti, ícone da música de protesto latino-americana, morre aos 78 anos

31 out 2017
09h00
atualizado às 09h33
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O músico e compositor uruguaio Daniel Viglietti, um ícone cultural de resistência às ditaduras no Uruguai e na América Latina, morreu na segunda-feira, em Montevidéu, aos 78 anos, enquanto passava por uma intervenção cirúrgica.

Cantor uruguaio Daniel Viglietti ao lado do ex-guerrilheiro boliviano Oswaldo "Chato" Peredo, em  Vallegrande, na Bolívia 05/10/2007 REUTERS/David Mercado
Cantor uruguaio Daniel Viglietti ao lado do ex-guerrilheiro boliviano Oswaldo "Chato" Peredo, em Vallegrande, na Bolívia 05/10/2007 REUTERS/David Mercado
Foto: Reuters

Viglietti, nascido em uma família de músicos, foi desde sua juventude um artista com fortes convicções ideológicas de esquerda, se tornando uma referência da chamada música de protesto durante a década de 1960.

Viglietti foi preso em 1972 e solto um ano depois, após um movimento internacional liderado por personalidades como Jean Paul Sartre, François Mitterrand, Julio Cortázar e Oscar Niemeyer. O cantor se exilou na Argentina e na França durante a ditadura uruguaia, de 1973 a 1985, e voltou a seu país junto com o retorno da democracia.

"A desalambrar", de 1973, é considerada uma de suas canções mais emblemáticas e transcendeu as fronteiras do Uruguai. Junto com outros artistas uruguaios como Alfredo Zitarrosa, Los Olimareños e José Carbajal ("El Sabalero"), marcou uma época na música de protesto de seu país e da região.

"Creio que cada um com seu estilo, estávamos fazendo coisas, e sem nos darmos conta, era um trabalho coral. Nos classificaram como solistas, mas depois a vida nos mostrou que cantávamos em coro sem saber", disse Viglietti em 2015, em entrevista ao jornal uruguaio La Diaria.

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