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'Viver a Vida': Marcelo Valle faz seu papel de maior destaque

15 fev 2010 - 23h14
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Arcângela Mota
Direto do Rio

Marcelo Valle ainda está descobrindo a tevê. Após uma carreira de mais de 20 anos no teatro, onde trabalha como ator, diretor e produtor, o carioca de 42 anos interpreta, em Viver a Vida, o seu terceiro e mais expressivo papel em novelas. E é na pele do produtor de moda Osmar que ele diz satisfazer sua curiosidade sobre o veículo. "Nunca direcionei minha carreira para a tevê, mas é uma área que me instiga muito. No início, me assustava, mas agora tenho prazer em aprender", conta o ator, que na trama interpreta um dos melhores amigos de Helena, de Taís Araújo.

Marcelo assegura que o autor Manoel Carlos já conhecia seu trabalho desde a época em que esteve em cartaz com a peça Divã, ao lado de Lília Cabral. O ator chegou a ser reservado para atuar em Páginas da Vida, em 2006, mas não atuou na trama por uma mudança no perfil de seu personagem. "Precisavam de uma pessoa mais velha e acabei de fora. Mas nosso 'namoro' começou nessa época", lembra ele, que atualmente concilia as gravações da novela das oito com a peça A História de Nós 2, que protagoniza ao lado de Alexandra Richter.

No início de Viver a Vida, falava-se muito a respeito da bissexualidade de seu personagem. Isso ainda vai ser trabalhado?

Esse é um assunto que não foi explorado, mas talvez ainda seja. Não sei dizer. No início da novela, o Maneco me disse que ele era bissexual. Só que esse lado não foi desenvolvido. Adoraria trabalhar isso por ser uma questão delicada. Quando ganhei o personagem, percebi que esse era o maior potencial a ser explorado nele. Mas estou à disposição do autor. Se ele achar que o melhor é coadjuvar em torno da Taís Araújo e do Thiago Lacerda, excelente. Meu objetivo é servir à trama.

O Osmar é o seu papel de mais destaque na tevê. Em que ele exige mais de você?

Quando estava me preparando para a novela, o diretor Jayme Monjardim me orientou a não compor nada. Ele disse para eu emprestar espontaneidade ao personagem. Foi um exercício de não-construção. Tive uma liberdade muito grande como intérprete. As novelas do Maneco pedem leveza. No início, eu saía das gravações angustiado, com a impressão de que não tinha feito nada. Estou acostumado com uma carga dramática mais intensa no teatro. O único momento em que tive essa carga na novela foi quando aconteceu o acidente da Luciana, da Alinne Moraes. Emprestar essa leveza do dia a dia ao personagem exigiu muito da minha concentração.

Você tem uma carreira de mais de 20 anos no teatro, mas só começou a fazer novela em 2003, em Celebridade. Por que levou todo esse tempo até estrear na tevê?

Sempre me ocupei muito com o teatro e não tinha olhos para a tevê. O teatro me consumia e exigia uma troca intensa. Para mim, era como se a televisão ainda não existisse. Tenho um companhia de teatro na qual faço de tudo um pouco, e costumava viajar o mundo inteiro com ela. Após muito tempo, dei uma parada e resolvi refazer meu teste na Globo. Acabei sendo escalado para Celebridade. Era um papel pequeno, mas depois comecei a fazer várias participações em programas da casa. É algo que foi acontecendo.

O retorno financeiro pesa muito na hora de trabalhar na tevê ou no teatro?

Hoje em dia, ganho mais no teatro do que na tevê. Sou protagonista da minha própria produção. Mas eu diria que essa é uma relação de troca. Levo minha segurança como artista dos palcos para a televisão, do mesmo jeito em que ela me rende espectadores no teatro. A tevê me dá uma estabilidade, mas não dependo dela. É uma necessidade artística. Gosto muito da dinâmica e tenho curiosidade em aprender. Fico instigado em ir para o estúdio e ainda não dominar a técnica das câmaras.

Você é técnico em eletrônica, cursou faculdade de Comunicação Social e foi dono de uma fábrica de roupas. O que o atraiu na carreira de ator?

Sempre fui muito curioso. Posso dizer que essa carreira sacia a minha curiosidade. Sempre mergulho muito nos meus personagens. Para fazer o Osmar, por exemplo, eu pesquisei o mundo fashion, estudei bastante sobre moda. Quando fiz um policial em "Tropa de Elite", estudei toda a história da polícia militar e ingressei nesse universo. Para mim, o que é interessante como intérprete é cercar o subconsciente do personagem. Não adianta apenas estudar e decorar os textos.

Viver a Vida - Segunda a sábado, às 21h, na Globo.

osmar de viver a vida
osmar de viver a vida
Foto: Reprodução
Fonte: Redação Terra
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