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'Amigos da Onça' faz humor improvisado e com baixo orçamento

25 jan 2013
17h44
atualizado às 17h44
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Faz tempo que o humor vem ganhando espaço na programação das emissoras. Principalmente através de programas do gênero de baixo orçamento. Ou seja, aqueles que não necessitam de um cenário complexo ou qualquer outro tipo de produção careira: se sustentam, basicamente, na capacidade de entreter de seus comediantes. E esta parece ser a intenção do Amigos da Onça, do SBT: fazer rir pura e simplesmente. Versão brasileira do Impractical Jokers, criado nos Estados Unidos e exportado para países como Alemanha, Bélgica e Holanda, o programa explora a câmara escondida. Quatro comediantes – Marco Zenni, Murilo Gun, Allan Benatti e Edú Nunes – se revezam em situações inusitadas. Enquanto um está com a "mão na massa", os outros três assistem ao que acontece por uma televisão e ordenam o que o comediante da vez precisa fazer para atingir determinado objetivo por um ponto eletrônico. Entre as metas estipuladas estão tentar ser o pior frentista do mundo e conseguir gorjeta em uma padaria. Para alcançá-las, o humorista faz as coisas mais constrangedoras, como fingir ser o "bonecão" do posto ou beijar o pé de uma cliente em uma loja de sapatos, por exemplo.

'Amigos da Onça' vai ao ar às segundas-feiras, às 22h30, no SBT
'Amigos da Onça' vai ao ar às segundas-feiras, às 22h30, no SBT
Foto: Divulgação

Mas nem sempre as situações são tão engraçadas assim. Em alguns momentos, a monotonia se estabelece, apesar dos esforços dos comediantes. O quarteto de humoristas, inclusive, é bastante competente. São os desafios propostos que não necessariamente rendem boas piadas. Sem falar que eles ficam muito tempo tentando alcançar a mesma meta. Cansativo.

À primeira vista, a simplicidade de Amigos da Onça salta aos olhos. Mas a equipe de produção precisa ser ágil para angariar os diferentes ambientes em que os comediantes atuam. A variedade de lugares em um mesmo episódio conta a favor e dá um ritmo mais interessante, mesmo que em alguns momentos os desafios fiquem tediosos.

Apesar de seguirem as ordens de quem está por trás da câmara, os comediantes têm a chance de mostrar sua capacidade de improviso. E todos se saem muito bem. Principalmente Zenni, que tem ótimas "tiradas". O que também provoca graça é a reação das pessoas, que não fazem ideia que estão sendo vítimas de uma "pegadinha". Lidar com o inesperado, aliás, é o que gera as melhores piadas do programa.

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Fonte: Terra
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