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'BBB 26': Após ser chamado de burro, Jonas se declara vítima de 'Belezarofobia'

No "BBB 26", após ter a inteligência questionada por Ana Paula, Jonas tenta se colocar como alvo de preconceito estético

30 jan 2026 - 12h07
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No BBB 26, Jonas decidiu que não bastava ser forte, bonito e confiante: era preciso também assumir o papel de vítima. Depois de ouvir de Ana Paula que teria atitudes "de quinta série" e ser chamado de burro, o brother afirmou sofrer de "Belezarofobia", um conceito que rapidamente virou assunto dentro e fora da casa. A estratégia surgiu logo após o abalo no ego, quando a imagem construída com base no corpo perfeito começou a rachar diante de críticas públicas à sua capacidade intelectual.

Jonas Sulzbach.
Jonas Sulzbach.
Foto: Reprodução/Instagram / Contigo

A reação não veio em forma de debate ou autocrítica, mas como um movimento clássico de vitimização. Jonas não respondeu ao questionamento com argumentos; respondeu com um rótulo. Ao transformar desconforto em opressão, ele tenta deslocar o foco da crítica e recuperar o controle da narrativa. Não se trata de preconceito real, mas da dificuldade de lidar com a perda da admiração automática que o privilégio estético costuma garantir.

A ideia de "Belezarofobia" não se sustenta quando confrontada com a realidade. Corpos considerados padrão seguem ocupando espaços de destaque na mídia, na publicidade e no próprio reality show. São corpos celebrados, desejados e constantemente recompensados. O que mudou, porém, é o contexto simbólico: hoje, beleza desacompanhada de conteúdo virou alvo fácil de ironia.

Ao tentar se colocar como perseguido, Jonas acaba escancarando exatamente o contrário. Sua crise não é social, é identitária. Ele não enfrenta exclusão, mas frustração. No BBB 26, o conflito não é entre beleza e preconceito, e sim entre ego e limite. E, para muitos espectadores, a tentativa de se colocar como oprimido soou menos como denúncia e mais como birra estratégica.

Mas existe mesmo preconceito contra pessoas bonitas?

A resposta curta é não. Questionar atitudes, falas ou comportamentos não configura discriminação estrutural. Preconceito real atinge grupos historicamente marginalizados, privados de voz, poder e proteção. No caso de Jonas, o incômodo parece vir da constatação de que, no jogo e na vida, só aparência talvez não seja suficiente.

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