Paulo Vilhena se prepara para voltar ao ar na série 'A Teia'
Desde que estreou na TV, no especial Sandy & Junior, em 1998, Paulo Vilhena sempre fez papéis que evidenciavam seu caráter jovem. Só agora, aos 35 anos, o ator consegue utilizar-se da maturidade e de uma grande carga dramática para dar vida a Baroni, antagonista de A Teia. Na série, que estreia dia 28, o ator interpreta um sedutor e inteligente contraventor e líder de quadrilha. "Existem atores mais experientes que ficam a vida inteira esperando um personagem desses. Com 16 anos de carreira, eu consegui o papel mais intenso da minha vida", valorizou.
Escrita por Bráulio Mantovani e Carolina Kotscho, que, pela primeira vez, se arriscam a fazer um roteiro para a TV – ele foi responsável pelos textos da franquia Tropa de Elite e ela, por Flores Raras e Dois Filhos de Francisco –, A Teia gira em torno de um grande assalto em uma pista de voo. Na cola do bandido, está o delegado Jorge Macedo, interpretado por João Miguel. Ele será o maior rival do personagem de Vilhena na trama. "Sempre brinquei de polícia e ladrão quando era pequeno. E sempre gostava de ser o mau", brincou. Toda essa trama exigiu muito do ator. "Tive de buscar muita força física e psicológica. Além de doses certas de intensidade, pragmatismo e concentração", explicou.
Último a integrar o elenco, o ator não teve muito tempo para se preparar para viver Baroni. "O elenco já estava escalado e fazendo leituras há um mês. Fui chamado em um dia e, uma semana depois, já estava gravando", contou. Por isso, contou com a ajuda dos autores para compor o personagem. "Como não pude procurar referências, eles me deram o tom certo. Deram dicas e direções de como seria". Apesar de comandar um esquema de roubos, Baroni tem uma vida paralela e se envolve com Celeste, interpretada por Andréia Horta, que acaba virando uma espécie de primeira-dama do crime. "Por existir esse romance, houve uma preocupação de não fazer o vilão pelo vilão. É um cara de características positivas e negativas", afirmou o ator, que ainda falou que Baroni foge do estereótipo de ladrão. "Ele é de classe média alta, talvez não precisasse enveredar para esse mundo. Mas ele gosta dessa adrenalina, do poder", adiantou.
Com muitas cenas de perseguição, tiros e explosões, Vilhena conta que o elenco precisou estar 100% focado durante as gravações, feitas no ano passado. "É preciso ter muita concentração para direcionar a carga emocional. A maioria das cenas era feita com uma única chance. Era tensão a todo momento", jurou. Apesar da grandiosidade das sequências, comparadas pelo ator como as de um filme de cinema, ele fez o máximo para descartar o uso de dublês. "Fiquei tão ansioso para viver o Baroni que me doei completamente para o personagem. Fiz questão de participar de todas as cenas, sabia que estava com uma equipe que me deixava seguro", avaliou, contando que, apenas na capotagem sofrida por Baroni, teve de dar lugar a uma pessoa mais experiente nesse tipo de cena.
Longe da tevê desde 2011, quando atuou em "Morde & Assopra", o ator iria voltar antes para os folhetins. Vilhena estava escalado para interpretar Niko, personagem de Thiago Fragoso em "Amor à Vida". "Estava tudo certo. Mas a direção da emissora decidiu que era melhor priorizar a série", revela. Sem planos para a tevê em 2014, a expectativa é que a série – que conta com 10 episódios – tenha uma continuação. "Não posso entrar em outro projeto na Globo até que a temporada termine. A partir disso, vamos ver o que aparece", diz, sem pressa. Até lá, ele fica em cartaz com a peça "Tô Grávida", que faz ao lado de Fernanda Rodrigues. "No ano passado, viajamos para 10 cidades. Voltamos agora em janeiro para mais uma temporada", finaliza.
A Teia – Globo – Estreia terça-feira, dia 28 de janeiro, às 23h30