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Opinião: O dia em que a GloboNews foi engolida pelo TikTok: o show de desinformação de Cazarré

Enquanto ator divulgava mentiras, a apresentadora da emissora só ouvia

12 mai 2026 - 23h34
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Juliano Cazarré em programa de debate da GloboNews
Juliano Cazarré em programa de debate da GloboNews
Foto: Reprodução/Globoplay

Em pleno ano eleitoral, o combate às fake news tornou-se a "missão de fé" do Grupo Globo. Com o selo 'Fato ou Fake' operando em capacidade máxima, é, no mínimo, irônico observar a GloboNews montando um palanque luxuoso para a difusão de desinformação em tempo real.

Durante o 'GloboNews Debate' desta terça-feira (12), o ator Juliano Cazarré resgatou um clássico malabarismo estatístico do TikTok: a afirmação de que mulheres matariam mais homens do que o contrário no Brasil. Embora Vera Iaconelli tenha pontuado desconhecer o número, a resposta exigia mais do que uma dúvida polida. Como já checado pela Agência Lupa, Cazarré mistura mortes em conflitos de facções, latrocínios e brigas de rua (MVI) para tentar esvaziar a urgência do feminicídio.

Não parou por aí. Cazarré ainda deu sobrevida a uma fake news antiga, afirmando que professoras ensinam crianças a colocarem preservativos com a boca nas escolas brasileiras. O vídeo que fundamenta essa 'lenda urbana' conservadora foi gravado, na verdade, em uma feira de saúde universitária (UESB) há nove anos. Ver esse tipo de conteúdo ser requentado em um canal de notícias, sem um desmentido categórico, é um retrocesso.

“Que escola é essa que você está frequentando, Juliano?”, ponderou Ismael.

O papel mais ingrato da noite coube a Julia Duailibi. A condutora do debate, geralmente precisa e ágil, assistiu à avalanche de inverdades com uma passividade atípica. No jornalismo de painel, o silêncio do moderador diante de uma mentira factual soa como validação. Julia deixou passar a chance de exercer a checagem que o seu próprio grupo de comunicação tanto defende. 

Para coroar a noite de retrocessos, Cazarré ainda usou o microfone para carimbar o funk como uma 'perversão'. Entre estatísticas criativas e preconceitos musicais, o ator cumpriu seu papel de polemista. Já a GloboNews, falhou no seu papel de informar.

Fonte: Portal Terra
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