Na pele de mãe sensual, atriz diz: "comédia é bem mais complicado"
É evidente a inclinação que Marcela Muniz tem atualmente pela comédia. Tanto que a atriz não hesita em afirmar que a exuberante Geni, de Dona Xepa, da TV Record, é sua atuação inesquecível na televisão. Na pele de uma mãe de família sofrida e, ao mesmo tempo, um tanto quanto atirada, Marcela garante ter perdido todos os seus pudores como atriz. Isso no que diz respeito a explorar, aos 46 anos, uma sensualidade que nem sempre esteve em seus papéis, e nas variações entre o drama e o humor dentro da trama de Gustavo Reiz.
"Sempre fiz a boazinha, a fofinha. E comédia é bem mais complicado, não é qualquer um que consegue. Tenho tateado nesse gênero e, confesso, me agrada bastante essa posição", conta ela, que se divide entre a carreira de atriz e a faculdade de Gastronomia. Agora, com o final da novela, Marcela pretende mergulhar de cabeça na culinária. "Me formo no ano que vem e já estou atrás de estágio. Quero conseguir conciliar as duas carreiras e me empenhar em ambas", explica.
Nome: Marcela Helena de Godoy.
Nascimento: 26 de outubro de 1966, em Vitória, no Espírito Santo
Primeiro trabalho na TV: Maninha, de Os Imigrantes, na TV Band, em 1980
Sua atuação inesquecível: Geni, de Dona Xepa. "Tive comédia e drama no mesmo trabalho. E me marcou muito pela minha falta de pudor como atriz. Não tive medo de arriscar"
Interpretação memorável: Adriana Esteves como Carminha, de Avenida Brasil, na TV Globo, em 2012
Momento marcante na carreira: "minha volta ao teatro depois de 10 anos afastada dos palcos, em 2012"
A que gosta de assistir: séries, filmes e programas de culinária
A que nunca assiste: esportes
O que falta na televisão: "mais rotatividade nas histórias, algo que o investimento em séries possibilita"
O que sobra na televisão: "não gosto de realities. De cozinha, acho bacana, porque você aprende alguma coisa"
Ator: Antônio Fagundes e Robert De Niro
Atriz: Laura Cardoso
Com quem gostaria de contracenar: Fernanda Montenegro
Se não fosse atriz, seria: chef de cozinha
Humorista: Paulo Gustavo e Marcelo Médici
Novela preferida: Vale Tudo, de Gilberto Braga, exibida pela TV Globo em 1988
Cena inesquecível na TV: o embate de Julia e Yolanda, personagens de Sônia Braga e da Joana Fomm, em Dancin' Days, novela de Gilberto Braga, exibida pela TV Globo em 1978
Melhor abertura de novela: Rainha da Sucata, exibida pela TV Globo em 1990
Canção inesquecível de trilha sonora: Dona, do Roupa Nova, tema da Viúva Porcina, papel de Regina Duarte em Roque Santeiro, em 1985
Personagem mais difícil de compor: Gênova, em Os Ricos Também Choram, exibida pelo SBT em 2005. "Recebi a sinopse, vi que era comédia rasgada e eu não sabia o que fazer. No final, deu tão certo que me descobri no gênero"
Papel que mais teve retorno do público: Diana, em Sassaricando, exibida pela TV Globo em 1987. "Nessa época, eu não podia sair na rua"
Que novela gostaria que fosse reprisada: "A que eu mais gostaria de rever já decidiram reprisar, que é O Cravo e a Rosa"
Que papel gostaria de representar: Uma vilã
Par romântico inesquecível: Carolina e João, papéis de Yara Côrtes e Paulo Gracindo em O Casarão, exibida pela TV Globo em 1976
Com quem gostaria de fazer par romântico: Alexandre Nero. "É bom ator, músico, enfim, é um profissional incrível"
Filme: A trilogia O Poderoso Chefão, de Francis Ford Coppola
Livro de cabeceira: Mutações, de Liv Ullmann
Autor: João Emanuel Carneiro
Diretor: Quentin Tarantino, Pedro Almodóvar e Woody Allen
Vexame: "em Sassaricando, estava gravando uma cena de briga com um arquinho de plástico na cabeça e, na raiva, falei tão brava que o arco se partiu sozinho"
Mania: "gosto de tudo arrumadinho"
Medo: "de não viver tudo o que ainda quero viver"
Projeto: "vou rodar um curta com minha filha, a Thais Müller, o Igor Cosso e o Lázaro Ramos, chama-se O Último Amanhecer, do Gustavo Rezende. E volto aos palcos em novembro, no Rio, com Rebeldes"