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Dira Paes detalha papel em Três Graças: 'Esse é o meu norte'

Em entrevista à Contigo! Novelas, Dira Paes ainda reforça a importância de abordar a sororidade na trama de Aguinaldo Silva

6 jan 2026 - 10h42
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Na pele da Lígia, de Três Graças, Dira Paes representa a história de muitas mulheres e sabe disso. Feliz com a personagem na novela da TV Globo, a atriz celebra a oportunidade de falar sobre gravidez na adolescência, maternidade solo e sororidade. Confira na íntegra a entrevista da atriz à Contigo! Novelas.

A atriz Dira Paes |
A atriz Dira Paes |
Foto: Globo/Dani Toviansky / Contigo

Como tem sido interpretar a Lígia?

É com muito orgulho que faço essa mulher, Lígia Maria das Graças, uma mulher que é a pioneira dessas três Graças. Ela que abre os caminhos. Eu ficava imaginando ela grávida da Gerluce, e aí depois, quando Gerluce fica grávida, ela tem a mãe. Mas quem será que a Lígia tinha, né? Então eu quero homenagear, com essa personagem, essa avó, matriarca, de muitas famílias brasileiras. Tenho certeza de que são pessoas que muita gente vai se identificar. 'A minha avó foi a primeira, minha avó teve coragem, minha avó conseguiu comprar o terreno, minha avó construiu a casa...' Eu estou ouvindo muito isso cotidianamente. Então eu acho que é esse o meu norte nessa personagem.

Gravidez na adolescência é uma dura realidade...

Elas não conseguem quebrar esse ciclo e isso acontece também com muita gente. Eu acho que a gente tem que falar sobre isso. Porque é um questão a gravidez indesejada, a gravidez surpresa, numa menina cheia de sonhos. Lígia já teve seus sonhos interrompidos e depois teve que batalhar pela sobrevivência, Gerluce também viveu isso... imagina você não conseguir interromper esse ciclo. E isso gera, lógico, um acolhimento, porque ela acolhe tanto a filha quanto a neta.

Ela já sentiu na pele o que a Joélly está passando...

Acho que a Lígia foi mais mãe da neta do que da filha. Talvez, até melhor mãe da neta do que da filha. Acho que a maturidade vai trazendo isso. Acho também que tem uma coisa bonita, que ela tem muito orgulho dessa filha, mas ela tem um sentimento que ela queria que a Gerluce tivesse experimentado outras coisas. No fundo também há frustrações, né? Então, é lindo falar disso. Eu estou muito feliz. Tem sido um prazer trabalhar com a Alana Cabral, com quem já trabalhei em Verão 90, quando ela tinha 12 anos. Também tem sido um prazer trabalhar com a Sophie Charlotte de novo. Já estive em tantos trabalhos com ela, mas nada se compara a poder ser mãe dessa mulher linda que é Sophie, que eu também vi crescer. Acho que quando conheci Sophie ela tinha 17 anos e desde esse momento foi um deslumbre dela na nossa vida. A gente viu que ali estava nascendo uma grande atriz.

A novela também proporcionou seu reencontro com o Marcos Palmeira.

Marquinhos é meu parceiro, um parceiro ao longo da vida, agora a gente já pode falar de muitos trabalhos. Já no meu primeiro filme brasileiro a gente trabalhou junto. A gente não contracenou, mas estávamos no mesmo filme.

Só que agora é diferente, Lígia e Joaquim têm uma relação conturbada.

Quando me falaram, eu achei maravilhoso, porque acho que a gente pode já ir para outras camadas. Como a gente já se conhece, já fomos irmãos em Irmãos Coragem, a gente já foi casado, já foi amante, já foi colega de trabalho... Agora é uma situação diferente. É uma situação mal resolvida. Bora ver o que que Aguinaldo Silva vai trazer para uma mulher que convive com o pai da sua filha sem conviver. É uma situação muito estranha. Estou curiosa para saber como isso vai ser construído.

E como vai desenrolar a história da Lígia também, ela vai se recuperar? Porque ela está bem doente.

Ela começa a novela em um momento bem fragilizado, ela está doente e isso desequilibra a família inteira. Mas ela, talvez, tenha chance de encontrar a cura. Será? Vamos entender isso ao longo da novela, vamos entender também esse universo familiar mesmo, porque na hora da doença, geralmente é a família, sabe? A gente tem que eleger quem é o nosso parceiro, às vezes, não é nem o seu cônjuge que é o seu parceiro numa hora que você precisa da sua saúde. É importante a gente saber com quem a gente pode contar ao longo da vida.

E em Três Graças as mulheres se apoiam muito, tanto na ficção quanto fora dela, não é?

Há uma sororidade mesmo. É uma coisa que a gente tem que estimular, porque a gente depende uma das outras. Eu acho que a gente não consegue ficar sozinha. A gente depende das amigas, a gente depende das primas, das tias, das avós, das parentas. Há uma intercessão para vida dar certo que tem a ver com mulher. E isso já está provado em todas as instâncias. Por isso a gente tem que ter uma observação sobre 2025 e ficar conectado com o que a gente quer. Nós temos que fazer com que a nossa voz e com essa falta de igualdade de gênero seja absolutamente conquistada a igualdade. No caso, para que a gente possa perceber o efeito dessa mudança na vida social, na capacidade social. Basta os exemplos que a gente vai ter com certeza para se inspirar, que já existem e a gente ser voz nisso. Acho que uma novela sempre se comunica com o grande público e nós sabemos dessa responsabilidade, e a gente faz isso com momentos dramáticos, mas com muita comédia, com muito jeito, como o Aguinaldo gosta. Aguinaldo não é uma ideia completa, fechada, ele é um autor que te surpreende. Então, nós estamos curiosos também, felizes e querendo dar o melhor para o público.

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