Atriz muda de vida para estrear em 'Escrito nas Estrelas'
- Carolina Pimentel
Intérprete da alegre Hilda, de Escrito nas Estrelas, Ewe Pamplona está rindo de orelha a orelha com o resultado. "É uma participação bacana e há uma grande química entre os atores", valorizou. O papel na trama de Elizabeth Jhin não veio por acaso. A atriz pernambucana faz parte do elenco da peça Dona Flor e Seus Dois Maridos, dirigida por Pedro Vasconcelos, que também é um dos responsáveis pela direção da novela.
"Ele achou que eu tinha o perfil da Hilda e me escolheu", comemorou. O começo da carreira de Ewe foi bem inusitado. A atriz se dividia entre os trabalhos de atriz e engenheira civil. Enquanto interpretava em algumas peças de teatro, Ewe também era gerente operacional em uma construtora, porém a notícia de que estaria no elenco do espetáculo Dona Flor e Seus Dois Maridos mudou radicalmente sua vida. "Nesse momento decidi que o que eu realmente queria era atuar", confessou.
Nome Completo: Ewerlane Pamplona de Sousa.
Data de Nascimento: Em 27 de Dezembro de 1978, em Pernambuco.
O primeiro trabalho na TV: Hilda, de Escrito nas Estrelas.
Sua atuação inesquecível: Ela, da peça Muito Além do Eu Te Amo.
Interpretação memorável: Edwin Luisi no monólogo Eu Sou Minha Própria Mulher.
Um momento marcante na carreira: Quando passei na audição da peça Dona Flor e Seus Dois Maridos. Larguei o emprego e decidi mudar a minha vida.
Ao que assiste: A Grande Família.
Ao que nunca assiste: Programas que exploram a miséria alheia.
O que falta na televisão: Trabalhos como os de Luiz Fernando Carvalho em Hoje é Dia de Maria e A Pedra do Reino. Ele mistura as linguagens cinematográfica e teatral.
O que sobra na televisão: Programas que exploram desgraça.
Ator: Tony Ramos.
Atriz: Fernanda Montenegro.
Se não fosse atriz: Hoje não faria Engenharia. Talvez escolhesse algo ligado à Comunicação.
Humorista: Chico Anysio.
Novela preferida: Mulheres de Areia, de Ivani Ribeiro, exibida pela Globo em 1993.
Cena inesquecível na TV: Morte da Heloísa, interpretada por Cláudia Abreu, na minissérie Anos Rebeldes, de Gilberto Braga, exibida pela Globo em 1992.
Melhor abertura de novela: Tieta, de Aguinaldo Silva, exibida pela Globo em 1989.
Canção inesquecível de trilha sonora: ABC do Santeiro, de Sá e Guarabira, da novela Roque Santeiro.
Vilão marcante: Nazaré, interpretada por Renata Sorrah, na novela Senhora do Destino, de Aguinaldo Silva, exibida pela Globo em 2004.
Personagem mais difícil de compor: Ela, da peça Muito Além do Eu Te Amo. Era muito intimista e envolvia muitos sentimentos que eu não tinha vivido.
Papel que mais teve retorno de público: A Hilda. O reconhecimento na TV é imediato.
Melhor bordão da TV: "Tô certo ou tô errado?", de Sinhozinho Malta, em Roque Santeiro.
Programa de humor: Cilada, de Bruno Mazzeo, exibido pelo Multishow.
Que novela gostaria que fosse reprisada: A Favorita, de João Emanuel Carneiro, exibida pela Globo em 2008.
Que papel gostaria de representar: Uma vilã.
Par romântico inesquecível: João Alfredo e Maria Lúcia, vividos por Cássio Gabus Mendes e Malu Mader na minissérie Anos Rebeldes.
Com quem gostaria de fazer par romântico: Alexandre Nero.
Filme: Quincas Berro D'Água, de Sergio Machado, de 2010.
Livro de cabeceira: A Canoa de Papel, de Eugenio Barba.
Autor predileto: Affonso Romano de Sant'Anna.
Projeto: Quero fazer trabalhos no Cinema.
Escrito nas Estrelas - Globo - Segunda a sábado, às 18h.