Papel em novela global marca carreira de Luciana Paes
De jeito bem-humorado, Luciana Paes encara a estreia na tevê como um divisor de águas em sua vida. Na pele da divertida Ana Selma, de Além do Horizonte, a atriz recorda que, após emendar inúmeros trabalhos no teatro, a oportunidade atual foi importante para dar um novo estímulo à carreira. "No ritmo que estava levando, não ia conseguir dar conta. O bom da novela é que parei tudo e foquei somente em uma coisa", confia. Apesar da inexperiência com o veículo, Luciana revela que não fez uma preparação específica para o teste de seleção para a personagem. "Tive dengue pouco antes de me chamarem. Na hora, estava mais feliz em estar viva e com saúde", recorda.
Natural de São Paulo, Luciana não teme ficar marcada por uma personagem caricata. Inclusive, ela relembra que o jeito desengonçado da Ana Selma é o que a possibilita se aventurar em cada gravação. "Essa personagem, especificamente, permite que eu crie novos trejeitos e uma forma inovadora de me comunicar", avalia. No entanto, mesmo inserida no núcleo de humor do folhetim, a atriz fica atenta aos mínimos detalhes para não cair na banalização da comédia. "Desde pequena, sempre gostei de fazer palhaçadas. Mas não podemos ser algo só para divertir as pessoas", pondera.
Nome: Luciana Paes de Barros.
Nascimento: Em 17 de outubro de 1980, em São Paulo.
O primeiro trabalho na tevê: "Fiz uma participação especial em Fina Estampa como uma das maridas de aluguel".
Atuação inesquecível: "Quando fiz o solo Ficção pela Hiato, minha companhia de teatro".
Interpretação memorável: Georgette Fadell em Breviário Gota D'água, de Heron Coelho.
Um momento marcante na carreira: "Quando entrei na escola de artes dramáticas. Ia fazer marketing, mas o curso de teatro mudou minha vida. Foi o início de tudo".
A que gosta de assistir: "Adoro seriados brasileiros".
A que nunca assistiria: "Programas que colocam a mulher como objeto".
O que falta na televisão: "Quero ver cada vez mais séries nacionais".
O que sobra na televisão: "A divulgação do culto ao corpo".
Ator: Philip Seymour Hoffman.
Atriz: Julia Roberts.
Com quem gostaria de contracenar: Irene Ravache.
Se não fosse atriz, o que seria: "Tradutora de línguas. Sou fascinada por esse universo".
Novela preferida: Vale Tudo, de 1988.
Cena inesquecível na tevê: "A cena entre os personagens de Kadu Moliterno e Eva Wilma, quando ele morre nos braços da mãe em Pátria Minha".
Melhor abertura de novela: Rainha da Sucata, de 1990.
Vilão: Raquel, interpretada por Gloria Pires em Mulheres de Areia.
Personagem mais difícil de compor: "Ana Selma é arriscada. A personagem é quase não televisiva, por conta de seus trejeitos e exageros".
Que novela gostaria de ser reprisada: O Dono do Mundo, de 1991.
Filme: Melancolia, de Lars Vons Trier.
Livro de cabeceira: Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis.
Autor: Truman Capote.
Diretor: Charles Chaplin.
Vexame: "Quando fui desarrumada em um evento que achava que não teria imprensa".
Mania: "De imitar as vozes das pessoas quando ouço rádio".
Medo: "De fracassar".
Projeto: "Quero me dedicar à escrita e me especializar em roteiros".