Nerd em 'Malhação' diz que seria psicólogo se não fosse ator
- Caroline Borges
Desde pequeno, Felipe Haiut já dava sinais de que iria seguir a carreira artística. "Sempre fui considerado o palhaço da família. Gostava de imitar as pessoas", relembra. No ar em Malhação, Felipe vive o gente boa e amigo da galera, Ziggy. Nerd assumido, o personagem está sempre disposto a ajudar Betão, interpretado por Lucas Cordeiro, em seus eventos. E Gabriel, de Caio Paduan, em seu blog, Além da Intuição. "Ele transita por diferentes grupos. É o primeiro a dar força para os amigos, está sempre conectado, gosta de quadrinhos e jogos de computadores", explica.
O ator considera a fase atual de seu personagem como uma das mais complicadas. "Ele está meio perdido. Terminou com a namorada de longa data e não sabe mais como se relacionar e chegar em outras mulheres", afirma. Após viver um ano em Israel, em um kibutz, comunidade agrária israelense, Felipe começou a se dedicar ao trabalho voluntário. "Esse período me fortaleceu como pessoa e como profissional, além de melhorar a compreensão das relações humanas", afirma. A partir dessa experiência, Haiut montou, junto com o elenco de Malhação, o Conexão do Bem. Pelo menos uma vez por mês, os atores se reúnem e visitam hospitais e crianças doentes. "É uma sensação transformadora. Levamos brinquedos, alegria e carinho para essas pessoas", conta.
Nome: Felipe Haiut Soares.
Nascimento: em 4 de dezembro de 1987, em Nova Friburgo, RJ.
O primeiro trabalho na TV: Índio Tininim na Turma do Pererê, em 2009, na TV Brasil.
Atuação inesquecível: O Ziggy, de Malhação, na Globo.
Interpretação memorável: Glória Pires como Maria de Fátima, em Vale Tudo, de 1988, na Globo.
Momento marcante na carreira: Estar em Malhação.
Ao que gosta de assistir: Séries americanas.
O que falta na televisão: Interatividade. Quanto mais interatividade tiver, mais legal será.
O que sobra na televisão: Sensacionalismo.
Ator: Marco Nanini.
Atriz: Fernanda Torres.
Com quem gostaria de contracenar: Se tiver a oportunidade de contracenar com a Fernanda Torres e Marco Nanini juntos será ótimo.
Se não fosse ator, o que seria: Psicólogo.
Novela preferida: Vale Tudo, em 1988, na Globo.
Cena inesquecível na TV: Quando todas as mulheres batem o carro, vão pra cadeia e começam a discutir a vingança delas, em Quatro por Quatro, em 1994, na Globo.
Vilão marcante: Claudia Abreu como Laura, em Celebridade, de 2003, na Globo.
Personagem mais difícil de compor: O Ziggy.
Melhor bordão da TV: "Não é brinquedo não", da Dona Jura, personagem de Solange Couto, em O Clone, em 2001, na Globo.
Papel que mais teve retorno do público: A minha atual fase, vivendo o Ziggy.
Que novela gostaria que fosse reprisada: Cordel Encantado, em 2010, na Globo.
Que papel gostaria de representar: Algo próximo ao universo de Cordel Encantado, como um nordestino.
Com quem gostaria de fazer par romântico: Talvez com a Carla Salle e a Juliana Lohmann. Já trabalhamos juntos e temos bastante química.
Filme: O Poderoso Chefão, de 1972, de Francis Ford Coppola.
Livro de cabeceira: Ensaio sobre a Cegueira, de José Saramago.
Autor predileto: Caio Fernando Abreu.
Diretor favorito: Quentin Tarantino e Pedro Almodóvar.
Vexame: Uma vez eu não prestei a atenção no andar do elevador, saí e entrei no apartamento errado.
Uma mania: Roer unha.
Um medo: Da morte. Ainda tenho muito o que viver.
Projetos: Vou começar a ensaiar a peça O Cheiro do Escuro, uma adaptação dos irmãos Grimm.