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Morre Glória Menezes, ícone da dramaturgia nacional, aos 91 anos

Atriz se consagrou como um dos grandes nomes da TV brasileira; participou de clássicos da nossa teledramaturgia e teve parceria marcante com o marido, Tarcísio Meira

18 ago 2026 - 17h04
(atualizado às 19h56)
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Gloria Menezes em 'Totalmente Demais', onde interpretou Stelinha, mãe do empresário Arthur (Fábio Assunção)
Gloria Menezes em 'Totalmente Demais', onde interpretou Stelinha, mãe do empresário Arthur (Fábio Assunção)
Foto: Paulo Belote/ TV Globo/Divulgação / Estadão

Glória Menezes, uma das grandes damas da teledramaturgia brasileira, morreu nesta terça-feira, 18, aos 91 anos. Segundo comunicado divulgado pela família da atriz, ela morreu em casa, no Rio de Janeiro, e estava acompanhada por seu filho, Tarcísio Meira Filho. A causa da morte não foi divulgada.

"É com profundo pesar que informamos que Nilcedes Soares de Magalhães, nossa Glória Menezes, faleceu nesta terça-feira, 18 de agosto de 2026, aos 91 anos, em casa, no Rio de Janeiro. Obrigada pelo carinho de todos, pelo respeito e compreensão de nossa dor neste momento", diz a declaração.

O texto também diz que a despedida da atriz será restrita a amigos e familiares.

Em 1988, a atriz esteve no seriado Tarcísio & Glória, criado por Daniel Filho, Euclydes Marinho e Antonio Calmon, mais uma vez, ao lado de seu amado, Tarcísio.

Em Rainha da Sucata, de 1990, viveu a grande vilã Laurinha Figueiroa, socialite falida e amargurada, casada com Betinho (Paulo Gracindo), mas apaixonada pelo enteado, Edu (Tony Ramos). A trama criada por Silvio de Abreu também ficou marcada por uma mais emblemática cenas de suicídio da teledramaturgia brasileira, com Laurinha se jogando de um prédio - não sem antes tentar culpar sua grande rival, Maria do Carmo (Regina Duarte). A sequência foi gravada na Avenida Paulista, em São Paulo.

Com aparições cada vez mais raras, Glória ainda participou de algumas homenagens, como o programa Tributo, produzido pelo Globoplay para homenagear grandes nomes da dramaturgia brasileira.

No dia 12 de agosto, seis dias antes de morrer, Glória recebeu outra homenagem da antiga emissora. Ganhou uma estrela na Calçada da Fama, dentro dos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro. Tarcísio também recebeu a honraria. Na ocasião, eles foram representados pelo filho, Tarcísio Filho, que afirmou que Glória, embora estivesse bem, ficava muito emocionada em homenagens como essa e que, por isso, não teria comparecido.

Glória Menezes também brilhou no teatro

Além da televisão, Glória tinha outra grande paixão: o teatro, onde ela estreou em 1957, na peça Devoção à Cruz. Em 1960, encabeçou o elenco de As Feiticeiras de Salém (ou As Bruxas de Salém), texto do dramaturgo americano Arthur Miller, que ganhou montagem brasileira dirigida por Antunes Filhos.

Em 1966, esteve na montagem de Júlio César, peça de William Shakespeare. Quarenta anos depois, ela encenaria outra peça do dramaturgo inglês, Ricardo III, na qual viveu a Duquesa de York. A montagem foi dirigida por Jô Soares e trazia no elenco nomes como Marco Ricca, Denise Fraga e Rodrigo Lombardi.

Glória se despediu dos palcos com uma longa temporada de Ensina-me a Viver, peça baseada no texto Harold and Maude, do roteirista inglês Colin Higgins. Na montagem encenada por ela de 2008 a 2015, viveu uma mulher octogenária apaixonada pela vida que estabelece uma bonita amizade com um jovem de 20 anos, interpretado pelo ator Arlindo Lopes. A direção era de João Falcão.

Estadão
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