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Karina Bacchi se diz arrependida de 'Playboy': "rebeldia desnecessária"

2 jul 2012 - 09h47
(atualizado às 09h58)
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Nathália Salvado

Karina Bacchi está de bem com a vida. Com riso fácil, franqueza nas palavras e bom-humor, a apresentadora falou em entrevista exclusiva ao Terra sobre sua participação em A Fazenda, a saudade inexistente das novelas e demonstrou estar apaixonada. Aos 35 anos, diz não se arrepender de nada que viveu no reality show em que participou e declarou que, em toda sua carreira, só voltaria atrás em uma decisão: o ensaio nu para a Playboy.

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Atualmente, ela comanda o programa 'Pop Up', na Mix TV
Atualmente, ela comanda o programa 'Pop Up', na Mix TV
Foto: Divulgação

"Não incentivo ninguém a fazer. Naquele momento, foi interessante. Foi quase um grito de rebeldia, mas foi desnecessário. Pensando hoje, eu vi que foi uma rebeldia desnecessária", afirmou, com seriedade. Apesar disso, negou que o fato de ser sexy tenha atrapalhado sua vida em algum momento. "Acho que já foi tempo em que, porque você é bonito, não é reconhecido, ou daquela coisa de não quero ser reconhecida só pelo meu corpo. Faz parte da mulher brasileira. Nós temos curvas".

Vencedora de A Fazenda 2 e com uma consciência social apurada, ela afirmou que o prêmio de R$ 1 milhão veio em boa hora. A quantia foi doada integralmente para a ONG Florescer, que ajuda crianças da comunidade Paraisópolis, em São Paulo, e é comandada por sua mãe, Nadia Bacchi. "Era um momento em que (a ONG) estava passando por dificuldades, exigindo muitos eventos para conseguir mais dinheiro. Foi bom, deu para dar uma respirada", contou. "Para uma instituição de caridade, que cuida de um monte de crianças, é algo que vai muito rápido. A ONG tem um custo muito grande", completou.

Karina, que estrelou novelas na TV Globo e na Record, atualmente apresenta o programa Pop Up, na Mix TV, em que entrevista celebridades e dá notícias sobre entretenimento. No último dia 23, a apresentadora teve um encontro com Paris Hilton, no Pop Music Festival, e se surpreendeu. "Achava que ela era fresca, antipática, mas comigo ela foi tão gentil! Ela me desbancou. Na hora da entrevista, ela ficava me elogiando: 'você é tão linda! Parece uma bonequinha'", contou aos risos.

Confira a entrevista completa:

Terra - Bom, vamos começar falando de A Fazenda...

Karina Bacchi - Eu gosto muito de ver! Essa eu estou conseguindo ver direito. Estou tendo mais tempo! Já faz um tempo, então estou conseguindo me distanciar das minhas lembranças de lá. Foi bem difícil!

Terra - Você ganhou A Fazenda em 2009. O que isso trouxe de positivo pra você, além do dinheiro? O que você aprendeu com o reality show?

Karina Bacchi - Acho que, primeiro, foi um grande exercício de tolerância. É muito intenso. Todas as emoções ficam à flor da pele. Aprendi a exercitar a tolerância, a paciência, a convivência. Além de tudo isso, acho que vencer e ser aceita pelo público foi muito bom. Acho que fortaleceu algumas qualidades que eu tinha e achava bacana. O público me confirmou isso. Eu me senti bem. Foi um banho de autoestima. (risos)

Terra - Do que você se arrepende? Participaria de novo de um reality show de confinamento ou de um tipo de Simple Life (2007)?

Karina Bacchi - Não me arrependo de nada que fiz. Imagina! Mas não faria de novo. Acho que o Simple Life sim, que não é uma competição. Acho que depende muito do conteúdo, porque eu participei do Dança com os Famosos (2004) e foi muito diferente, bacana. Não posso dizer que nunca mais participaria de um reality show. Às vezes é algo tão diferente que eu participaria sim. Agora, no mesmo estilo de A Fazenda, não. Acho que já foi muito, né?!

Terra - É, você ficou três meses...

Karina Bacchi - É, três meses! É muito difícil. As pessoas que assistem não têm ideia. Pensam: "não é tão complicado. Devem receber notícia das pessoas aqui de fora". Eles não têm ideia. É muito mais difícil até do que eu imaginava que seria. Apesar de alguns amigos, ex-participantes, terem falado: "se prepara para o pior". Fui preparada para o pior, mas foi muito pior do que isso! (risos). Mas eu tenho uma facilidade. Sou muito tranquila no dia a dia aqui fora, então não precisava me esforçar. Sempre procurei ouvir os outros, entender. É uma habilidade interpessoal importante, que eu já tinha.

Terra - Você doou todo o seu prêmio para obras de caridade?

Karina Bacchi - Todo para a ONG Florescer. E não era esse prêmio que é hoje, de R$ 2 milhões. Era R$ 1 milhão e isso, para uma instituição de caridade, que cuida de um monte de crianças, é algo que vai muito rápido. A ONG tem um custo muito grande. O prêmio veio em ótima hora. Um momento em que estava passando por dificuldades, exigindo muitos eventos para conseguir mais dinheiro. Foi bom, deu para dar uma respirada.

Terra - Tem um palpite de quem pode levar A Fazenda 5?

Karina Bacchi - Olha, cada semana isso vai modificando. A gente começa gostando de um, mas o tempo passa e, nas duas últimas, aquela pessoa que você nem imagina, que por pressão, falta de equilíbrio, se transforma em uma coisa totalmente diferente. Acho o Felipe (Folgosi) um forte candidato pelo equilíbrio mental dele. Gosto da Nicole Bahls. No começo, achava que ela não falava nada com nada. Mas depois vi que ela é engraçada, espontânea. Ela atraiu minha atenção. Não sei se faz dela uma vencedora, porque depende de como você se relaciona, de como se dedica, se vai bem nas provas. O Léo Áquila está indo bem também.

Terra - Você começou muito nova a carreira de modelo, quando tinha quatro anos. Atrapalhou sua infância de alguma forma?

Karina Bacchi - Não, de forma nenhuma. Ainda morava no interior. Tive uma vida muito saudável, de fazer piquenique, brincar. O fato de trabalhar era uma diversão a mais. Não deixei de brincar para fazer os meus trabalhos. E tudo tinha muita criatividade, espontaneidade. Foi muito bacana também porque tive consciência do que era ter o meu dinheiro. Tudo o que eu ganhava, era meu. Hoje, com o que eu tenho, as pessoas veem meu carro, minha casa e pensam: "não é possível que ela não tenha ficado com nada do prêmio da Fazenda". Mas eu já tinha tudo isso antes. Gosto de comprar minhas coisas, minhas roupas, mas sempre trabalhei, sempre tive essa consciência de poupar.

Terra - Você tem a ONG Florescer, que toca com a sua mãe. Escreveu um livro infantil em 2004, o Feliska. Como é sua relação com o público infantil? Gostaria de ter um projeto na TV voltado pra isso?

Karina Bacchi - Já tive esse sonho. Hoje em dia não faz mais parte dos meus planos, porque acho que não tenho nem espaço para isso. Minha relação com elas veio naturalmente. Mesmo nas outras coisas, não só na ONG, mas na rua, quando faço evento, elas vêm falar comigo. É natural.

Terra - Sonha em ser mãe?

Karina Bacchi - Sonho. Tenho muita vontade, mas não agora, daqui alguns anos só.

Terra - Você fez trabalhos na Globo que tiveram boa recepção do público, como a Tina em Da Cor do Pecado (2004), que era divertida...

Karina Bacchi - Aliás, foi o personagem que eu mais me identifiquei, que mais me realizou. Por ter esse lado alegre, durante quase um ano eu me diverti muito. A Tina foi uma grande realização.

Terra - Não sente falta das novelas, de atuar?

Karina Bacchi - Não sinto, para falar a verdade. Esse foi um personagem que me marcou muito. Gostei da Tina porque tinha uma espontaneidade, tudo muito parecido comigo. Com o decorrer do tempo, eu peguei personagens que se distanciavam da Karina. Não me realizava tanto, porque chegou em um ponto em que eu queria escolher muito. Pensava: "nessa cena, eu vou dar mau exemplo". Comecei a julgar demais os personagens. E um ator não pode fazer isso, ele precisa estar ali à disposição do autor. Então, não dava. Mas os convites surgem até hoje.

Terra - Já se arrependeu de alguma coisa na sua carreira?

Karina Bacchi - A única coisa que eu me arrependo foi de ter feito foi a Playboy e não incentivo ninguém a fazer. Naquele momento, foi interessante. Foi quase um grito de rebeldia. Foi desnecessário. Pensando hoje, eu vi que foi uma rebeldia desnecessária. Um querer ser ousada em uma coisa que não tinha necessidade.

Terra - Você é considerada um símbolo sexual, posou para a Playboy, fez vários ensaios sensuais, entrou em listas de mais sexy. A beleza já atrapalhou você em alguma coisa? Já foi um fardo?

Karina Bacchi - De forma alguma. Até porque o brasileiro não tem isso, de julgar assim. Acho que já foi tempo de que, porque você é bonito, não é reconhecido ou daquela coisa de não quero ser reconhecida só pelo meu corpo. Faz parte da mulher brasileira, nós temos curvas. Não é algo só meu. Nunca foi um fardo, nunca atrapalhou em nada. De forma alguma.

Terra - Já fez ou faria alguma cirurgia plástica? Mudaria alguma coisa no seu corpo atualmente?

Karina Bacchi - Hoje, não. Estou super satisfeita. Mas eu fiz lipoaspiração quando eu tinha uns vinte e poucos anos.

Terra - No Pop Up, seu programa na Mix TV, você fala sobre celebridades. Como é ser famosa e ter que falar sobre esse assunto? Tenta ser mais cuidadosa?

Karina Bacchi - Tento, tento sim. Às vezes a pauta chega de um jeito e eu falo com a diretora para trocar o modo de perguntar alguma coisa, porque eu não gostaria que fosse perguntado para mim daquela forma. Mas, logo que eu fui chamada, quando eu fui contratada, já tive essa preocupação e me deixaram tranquila. Falaram que não era de fofoca, que não ia partir para o lado ruim. E a gente tem entrevistas exclusivas de uma agência de Londres, com making of de filmes. Faço porque é um programa que eu gostaria de assistir.

Terra - Se não fosse a Karina Bacchi, quem gostaria de ser?

Karina Bacchi - Se eu não fosse famosa, gostaria de ser eu mesma só que anônima. Tem tanta gente que é mais feliz do que os famosos. Acho que até por isso dou muito valor para a minha vida pessoal.Terra - No Pop Music Festival, você encontrou a Paris Hilton, a entrevistou para o seu programa na Mix TV. Como foi esse encontro? Chegaram a falar de Simple Life?

Karina Bacchi - Ela me surpreendeu. Achava que ela era fresca, antipática, mas comigo ela foi tão gentil! Ela me desbancou. Na hora da entrevista, ela ficava me elogiando: "você é tão linda! Parece uma bonequinha". E eu ficava: "quem parece é você". Ficamos nessa troca de elogios. (risos). Nós falamos de Simple Life, entreguei o livro que eu fiz com a Tici (Ticiane Pinheiro, colega de elenco no reality show). Ela ficou super surpresa. Achou super bacana e disse que ia ler. Levei o DVD do Simple Life dela, eu tenho todos. Mas acabou não dando tempo dela autografar, porque ela estava atrasada para o show.

Terra - Qual seu maior sonho? Tem algum sonho de consumo?

Karina Bacchi - Não tenho ambições assim. Não vivo pensando que eu só vou ser feliz se realizar tal coisa. Vivo cada momento tentando ser feliz, valorizando as pequenas coisas.

Terra - Você não fala muito sobre sua vida pessoal, tenta deixar isso longe dos holofotes. Você está namorando? O que um homem precisa ter para conquistar a Karina Bacchi?
Karina Bacchi - Olha, o que ele precisa ter não adianta mais porque eu já estou conquistada. (risos)

Terra - Então, o que ele tem que te conquistou? Ele é famoso?

Karina Bacchi - Não é famoso. São tantas qualidades que eu admiro, que eu não sei. (risos) A gente tem uma sintonia, é mais do que ser isso ou aquilo. Temos formas parecidas de pensar. Isso é muito importante porque você consegue fazer planos, caminhar na mesma direção. Eu acho que estar acessível emocionalmente, não ter vergonha de sentir, é importante. Além disso, tem que querer estar junto.

Terra - Mas você já casou?

Karina Bacchi - A gente ainda não casou de papel passado, mas é quase isso. Estamos juntos há anos. As pessoas é que não sabem, porque eu quis que fosse assim. É mais confortável que seja assim.

Fonte: Terra
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