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Em 'Escrito nas Estrelas', Gisele Fróes vive a médica Jane

21 mai 2010 - 14h53
(atualizado em 21/5/2010 às 07h06)
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Mariana Trigo
Direto do Rio

Gisele Fróes mantém os pés no chão quando avalia seu histórico como atriz na TV. Apesar de reconhecida no teatro, esta carioca de 46 anos só agora começa a se familiarizar com o veículo. Afinal, mesmo com diversas peças premiadas, Gisele ainda está tateando em novelas desde que viveu a serena Nina, em Sinhá Moça. Agora, como a médica Jane, em Escrito nas Estrelas, a atriz está mais habituada com as marcações em cena e as limitações gestuais que não ocorriam nos palcos. Como namorada do médico Ricardo, de Humberto Martins, sua personagem vai começar a viver o conflito de perceber que o médico está se apaixonando pela mocinha Viviane, de Nathália Dill. "A cada dia me proponho a descobrir alguma coisa na personagem. Vou compondo ela muito aos poucos, sempre com novas ideias e referências", avaliou a atriz, que este ano estreia no cinema interpretando a mãe do personagem do Wagner Moura em Vip's, de Tonico Melo.

De que forma você pensou na composição da Jane como uma médica especializada em inseminação artificial?

Procurei brincar com o fato de ela ser uma pessoa sempre muito ética, centrada, correta. Acabei não fazendo workshop no início da novela porque estava viajando, mas pesquisei sobre a especialidade dela. Estou aprendendo a construir cada cena a cada dia. Para mim, televisão é uma estreia por dia. Fiz muito teatro, mas TV é como a vida: você é pega de surpresa e não sabe como vai reagir a cada assunto. Nada é definido, nem a relação dela com o Ricardo.

O relacionamento deles vai ficar abalado com o triângulo amoroso que se forma com o interesse do personagem do Humberto pela Viviane, da Nathália Dill. Como isso acontece?

Ela tem essa paixão por ele, mas é uma mulher madura, que já passou por muitas coisas. Sabe que tem de ficar com o pé atrás. Ele é um cara muito travado, não se entrega, se defende o tempo todo. Me preocupo em não fazê-la como uma cachorrinha dele. Se ele não quiser, vai perder, playboy! Não quero que ela vire a mulherzinha apaixonadinha. É uma mulher adulta, não é criança. Tudo bem que a paixão nos submete a muitas coisas e ela deve sofrer muito quando dançar. Mas vai dar a volta por cima. Cada dia é uma surpresa em novela.

Você é uma atriz bissexta na TV. Estreou em 1986 na Manchete, com Mania de Querer, fez outras participações, mas apenas três tramas inteiras. Isso traz um certo frescor aos seus personagens?

Ah, a Manchete eu nem considero! (risos). Mas tem frescor sim. Tenho prazer nisso e pretendo sempre ter essa relação com a televisão. Minha carreira foi construída com muito cuidado. Fui muito bem recebida em Sinhá Moça, em A Favorita e agora. O primeiro reconhecimento é o convite para um papel. Mas vou aos poucos na televisão porque não quero ser uma celebridade. Quero ser atriz, fazer meu trabalho do tamanho que ele tiver. Não fiz mais TV antes porque não estava pronta. Não sabia fazer televisão. Sou meio lenta para as coisas, muito devagarzinha.

Você ainda não se sente com intimidade com a TV?

Nenhuma! Na minha primeira cena em Sinhá Moça tive um ataque de risos e o Papinha (diretor) perguntou o que eu havia bebido. Eu queria ir embora, não sabia fazer aquilo e até hoje acho algumas cenas minhas um mico. Isso aqui é uma loucura. E a marcação? Me falam: ¿Vira a cabeça dois centímetros para a esquerda, não mexe o quadril e descansa na perna direita". Não posso me mexer? Eu que estou acostumada a dominar um palco com 40 metros quadrados? (risos). Só agora começo a entender que posso fazer uma cena da personagem histérica com a cabeça parada. É técnica mesmo. Sempre peço para o Humberto me ajudar porque a parada é difícil e ele é um parceiraço.

Como filha do ator Rogério Fróes, seu pai deve ter contribuído de alguma forma em sua escolha pela carreira. Como aconteceu?

Fui criada em coxias. Não lembro do momento de querer ser atriz, mas lembro de quando ficava com meu pai nos estúdios da Globo. Mas só comecei a fazer teatro aos 18 anos, quando entrei na CAL (Casa das Artes de Laranjeiras). Uma amiga fazia aula de acrobacia, fui ver e fiquei apaixonada. Depois me chamaram para uma peça infantil com o Moacyr Góes, fiz uma oficina com o Aderbal Freire, trabalhei com o Domingos de Oliveira. Mas não gosto de fazer teatro ao mesmo tempo que faço novela. Vi meu pai sofrer muito com isso. Imagina agora, com o trânsito que temos, o pavor de não conseguir chegar no teatro? Prefiro levar uma vida mais calma, fazer meu pilates, nadar, curtir uma coisa de cada vez.

Gisele Fróes
Gisele Fróes
Foto: Pedro Paulo Figueiredo/Carta Z Notícias / TV Press
Fonte: TV Press
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