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Dupla Identidade estreia com trama acelerada e boas atuações

20 set 2014 - 03h24
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O serial killer Edu (Bruno Gagliasso) observa Vera (Luana Piovani) e Dias (Marcello Novaes). Foto: Divulgação/TV Globo
O serial killer Edu (Bruno Gagliasso) observa Vera (Luana Piovani) e Dias (Marcello Novaes). Foto: Divulgação/TV Globo
Foto: Sala de TV
Não há crime perfeito, mas o episódio de estreia da série Dupla Identidade chegou perto de ser quase isso. A autora Gloria Perez acertou no ritmo acelerado da trama. Não há tempo a perder. O serial killer Edu mata logo na primeira sequência. E fecha o capítulo com outra vítima.Bruno Gagliasso fez uma escolha inteligente ao fugir dos estereótipos do matador em série. O ator não exagera na frieza nem no carisma. Faz da aparente normalidade do personagem sua característica mais envolvente.A trama principal foi apresentada com um nó bem feito. Todos estão intimamente ligados pelo primeiro crime, a morte da modelo Mariana (Yanna Lavigne).A investigação é conduzida pelo delegado Dias (Marcello Novaes). O ator emplaca seu terceiro tipo antipático na sequência, após os vilões Kléber (Além do Horizonte) e Max (Avenida Brasil).O policial oscila entre a ambição pelo cargo de Secretário de Segurança e a irritação pela interferência de Vera (Luana Piovani), psiquiatra forense que fez cursos no FBI e passa a colaborar com a investigação.O papel caiu como uma luva para a atriz. Ela empresta sua segurança emocional à Vera. A especialista em desvendar o pensamento de criminosos não teme lidar com o machismo e o desprezo de policiais convencionais, como Dias, por seu método intuitivo de trabalho.Ficou implícito um possível envolvimento amoroso dos dois no passado. Na porta de sua suíte de hotel, Vera convidou o delegado para tomar um vinho. Ele preferiu ir embora, como quem foge do perigo iminente.A modelo assassinada era amante do senador Oto (Aderbal Freire Filho), em plena campanha para reeleição. Ele usava o apartamento do filho, o pintor riponga Júnior (Bernardo Mendes), como local de encontros. Horas depois, quando desembarcar de Paris, o rapaz encontra o celular da vítima em sua cama, atende uma ligação da polícia e passa a ser suspeito do crime.Com pretensões políticas declaradas, Edu começa a trabalhar justamente como assessor do senador. Na praia, ele conhece Ray (Debora Falabella), produtora de moda que foi a última pessoa a falar ao telefone com Mariana, e acaba convocada a reconhecer o corpo no IML.Edu e Ray parecem feitos um para o outro, no pior sentido. A moça é emocionalmente frágil, apresenta baixa autoestima e ainda sonha com o homem perfeito. Esse estereótipo se encaixa no disfarçado serial killer: bonito, bem-sucedido, culto, sedutor, sensível. Algoz perfeito para vítima perfeita. Debora Falabella em atuação afinada.Marisa Orth interpreta Silvia, esposa do senador Oto. Cansada de ser fantoche para a imagem pública do marido, e também da infidelidade dele, decide se separar, vislumbrando um escândalo público que pode se converter em vingança.É interessante ver Marisa Orth em um personagem quase dramático, que difere de suas recorrentes figuras cômicas na TV, e fica distante do fantasma da Magda do Sai de Baixo.O diretor geral Mauro Mendonça Filho optou por um Rio com cores sombrias e opacas. Alguns enquadramentos fogem do comum. Até um clichê — o serial killer Edu de braços abertos sobre o Rio, se sentindo poderoso como o próprio Cristo Redentor — escapou da mesmice ao ser mostrado à noite, quando as luzes da cidade despertam um misto de beleza e medo.A trilha sonora metaleira se mostrou adequada, como se representasse a confusão mental do psicopata que sente prazer em torturar e matar. Na cena final, um inevitável close de Bruno Gagliasso, expelindo loucura através de seus olhos azuis.A dupla identidade do título da série parece não se restringir ao matador compulsivo. Todos os personagens demonstram esconder algo ou tentam dissimular a realidade para salvar a própria pele. É a ficção imitando a vida.
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