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'Roda Viva': FHC debocha da amizade de Bolsonaro com Trump

Ex-presidente disse na mesma entrevista que o apresentador Luciano Huck é uma “possibilidade” de candidato em 2022

29 set 2020
09h04
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Na segunda-feira (28), a edição comemorativa dos 34 anos do ‘Roda Viva’ recebeu, virtualmente, o entrevistado mais vezes presente no centro da arena do programa da TV Cultura. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, de 89 anos, respondeu a perguntas da atual apresentadora, Vera Magalhães, e de alguns ex-âncoras da atração. No terceiro bloco, FHC comentou a respeito da relação de Jair Bolsonaro e Donald Trump, que tenta a reeleição para a Casa Branca.

Poliglota, Fernando Henrique Cardoso não crê na amizade de Bolsonaro, que não fala inglês, e Trump, que desconhece português
Poliglota, Fernando Henrique Cardoso não crê na amizade de Bolsonaro, que não fala inglês, e Trump, que desconhece português
Foto: Fotomontagem: Blog Sala de TV

“Se ganhar o Trump, o presidente Bolsonaro vai dizer “ó, sou amigo dele”. Amigo ninguém é, de presidente nenhum. Eu era amigo do (Bill) Clinton, sou amigo do Clinton até hoje. Isso é coisa rara. Para ser amigo tem que falar a mesma língua, pelo menos. Com intérprete no meio não dá amizade.”

Nesse momento, ouviu-se a risada de alguns entrevistadores. “Mas é verdade”, complementou FHC. “Para falar alguma língua é preciso raciocínio”, ironizou Rodolpho Gamberini, primeiro apresentador do ‘Roda Viva’.

Jair Bolsonaro não fala fluentemente outro idioma. Quando se encontra com colegas chefes de Estado, ele precisa de um tradutor para se comunicar. Acadêmico com vivências no exterior, Fernando Henrique se expressa bem em inglês, francês e espanhol, consegue se comunicar em italiano e sabe algumas frases em alemão.

Definindo-se como “intelectual que conhece o mundo”, o sociólogo disse que o atual ocupante do Palácio do Planalto possui “um jeito rude de ser” que politicamente o aproxima da “intolerância”. “Eu sou mais aberto à aceitação da diversidade”, afirmou ao enfatizar seu perfil diplomático.

Ao analisar a popularidade em alta de Bolsonaro e sua chance de conseguir um segundo mandato, apesar dos números alarmantes da pandemia no País, argumentou que o presidente “tem a máquina nas mãos”, referindo-se aos poderes do Estado, e conta com ampla visibilidade no noticiário e nas redes sociais. “O Brasil gosta de pessoas que aparecem, ele aparece.”

A respeito de seu apoio a possíveis candidatos à Presidência em 2022, FHC citou o governador de SP João Dória (“Ele tem ação”), o governador do RS Eduardo Leite (“É sensível”) e, ao falar de “gente de fora do jogo do poder”, apontou Luciano Huck. “É uma possibilidade, é novo, conhece o povo, tem o ‘Caldeirão’.”

O apresentador da Globo ensaia entrar na política desde a pré-campanha presidencial de 2018. No momento, ele não nega nem confirma a intenção de se lançar candidato daqui a dois anos.

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