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Nem as 'viúvas' sentiram saudade de Laerte no final de Em Família

19 jul 2014 - 09h42
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Luiza, Laerte e Helena: o final sem surpresas (Fotos: TV Globo/Divulgação)
Luiza, Laerte e Helena: o final sem surpresas (Fotos: TV Globo/Divulgação)
Foto: Sala de TV
Não há muito o que teorizar sobre o último capítulo de Em Família. Afinal, a trama não reservou para o final a revelação de um grande segredo ou algum acontecimento surpreendente. O momento mais aguardado foi a previamente anunciada morte de Laerte (Gabriel Braga Nunes), na porta da igreja, minutos após se casar com Luiza (Bruna Marquezine).Conforme a imprensa divulgara dias antes, a assassina foi mesmo Lívia. Quem??? Aquela bela estudante de música que parecia ser apenas mais uma vítima voluntária do Don Juan. Lembrou da moça? Movida pelo sentimento de rejeição, ela decidiu dar fim ao flautista. O nome da atriz: Louise D'Tuani.O desfecho do vilão foi uma sequência rápida e quase simplória, sem clímax. Um tiro, algumas lágrimas da viuvinha, vários convidados em volta (inexplicavelmente sem ação) e Laerte com aquele recorrente olhar estático. Ah, sim: muita chuva, para pesar no drama.Depois de uma ensolarada e dançante passagem de tempo, Luiza e outras duas 'viúvas' — Helena (Julia Lemmertz) e Shirley (Viviane Pasmanter) — apareceram felizes da vida, sem nenhuma demonstração de dor pela perda recente do compulsivo sedutor. Aliás, a viúva oficial logo arrumou um pianista bonitão em Paris. Pobre Laerte, ninguém guardou luto por ele. Morreu sem deixar saudade.Havia certa expectativa pelo final de Jairo (Marcello Melo Jr.), o coadjuvante que flertou com a vilanice e, por falta de melhores opções, virou o macho alfa da novela. Falou-se em morte numa explosão acidental na favela, assassinato, prisão. Nada disso. O personagem que roubou a cena terminou mansinho, ao lado de Juliana (Vanessa Gerbelli), a quem acertou alguns tabefes nas cenas mais violentas do folhetim.Ela, por sua vez, assumiu sem constrangimento o fetiche em ser mulher de malandro. O ex-marido, Nando (Leonardo Medeiros), acabou nos braços de sua secretária, Isolda (Silvia Quadros). Paixãozinha entre chefe e subalterna: muito original.Julia Lemmertz merecia pelo menos uma grande cena no último capítulo. Não teve. A atriz defendeu com garra uma personagem amarga, pouco carismática, no limite da chatice. Eu, particularmente, prefiro essa Helena realista do que heroínas excessivamente sofredoras ou do tipo boba alegre. O entrosamento que faltou entre Bruna Marquezine e Gabriel Braga Nunes sobrou na parceria de Lemmertz e Humberto Martins (Virgílio). Foi o casal mais convincente da novela, com os altos e baixos de qualquer relação amorosa 'normal'.Com autoria de Manoel Carlos e direção de núcleo de Jayme Monjardim, Em Família apostou todas as fichas no amor problemático entre primos e na relação de amor e competição entre mãe e filha. O folhetim foi acusado de ter equivocada escalação de elenco, ritmo muito lento, carecer de humor e não apresentar ganchos suficientemente fortes para prender a atenção do telespectador.Na essência, foi uma típica novela do veterano Maneco: diálogos longos, às vezes poéticos, inúmeros conflitos existenciais, temáticas sociais sem maior aprofundamento e muita passionalidade. Uma trama para ser contemplada e analisada, num tempo no qual o telespectador parece querer mais ação e comédia.O último capítulo registrou 35 pontos de audiência, de acordo com dados prévios. É provável que esse índice seja corrigido para cima. Os números consolidados de Ibope serão divulgados somente na tarde de segunda-feira. O final da trama anterior, Amor à Vida, teve 48 pontos de média. No geral, Em Família alcançou 30 pontos de média em seus 143 capítulos. Cinco pontos a menos que a novela antecessora.Em Família evidenciou a crise atual na teledramaturgia. A figura do noveleiro fiel é cada vez mais rara. O público está 'traindo' as novelas com a programação dos canais pagos e o ilimitado universo da internet. O que oferecer para segurar as pessoas diante da TV no horário nobre? Essa resposta, ainda indefinida, determinará o futuro da ficção produzida na televisão brasileira.Atualização: a audiência consolidada do último capítulo, divulgada na segunda-feira, dia 21, foi de 37.2 pontos.
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