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Matéria da TV Cultura associa Jair Bolsonaro a psicopatas

Emissora exibe avaliação de famoso psiquiatra especializado em casos de tribunal a respeito do comportamento do presidente na pandemia

21 mar 2021
08h25
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Na edição de quinta-feira (18), o ‘Jornal da Cultura’ levou ao ar uma matéria analítica a respeito do estado mental de Jair Bolsonaro. “Um dos mais respeitados psiquiatras forenses do Brasil, Guido Palomba, alerta para os riscos de se ter um presidente da República como Jair Bolsonaro, que não mostra sinais de compaixão pelo povo”, introduziu a âncora Ana Paula Couto.

A matéria do ‘JC’ defendeu a teoria de que Bolsonaro sofre de transtorno mental
A matéria do ‘JC’ defendeu a teoria de que Bolsonaro sofre de transtorno mental
Foto: Reprodução/TV Cultura

A narração começou explicando como seriam as atitudes de um “psicopata ou condutopata”. “São ególatras, ou seja, estão sempre pensando em si mesmos”, disse o médico. “Indivíduos que não têm remorso nunca.” No vídeo, a repórter Luiza Moraes continuou a descrição. “Têm inteligência seletiva considerada maquiavélica, usada para manipular as pessoas em proveito próprio.”

O psiquiatra complementou: “Tidos como pessoas toscas, capazes de ter determinados comportamentos e não percebem aquilo que estão fazendo de errado”. A jornalista prosseguiu. “São sinais que estão sendo apontados na conduta do presidente Jair Bolsonaro. Falta compaixão. Sobra frieza.” 

Foram recuperadas declarações polêmicas do presidente, tais como “Chega de mimimi” e “Não sou coveiro”. Bolsonaro foi apresentado como “agressivo”, “autoritário” e com “vaidade exagerada”. “Diante do comportamento do senhor Jair, eu acho que há elementos suficientes para que se possa dar uma hipótese diagnóstica”, complementou Guido Palomba, famoso pela atuação no caso Suzane von Richthofen.

O psiquiatra Guido Palomba analisou o perfil de Bolsonaro para o ‘Jornal da Cultura’
O psiquiatra Guido Palomba analisou o perfil de Bolsonaro para o ‘Jornal da Cultura’
Foto: Reprodução/TV Cultura

Na conclusão da matéria, a repórter ressaltou “o risco de se ter um condutopata no comando de uma nação”. “Eles se acham os grandes poderosos, e aí vem a tirania. Por que só eles é que estão certos. Essas pessoas não deveriam ter, nunca, esse poder de mando. Mas quando têm, é sempre uma lástima”, finalizou o psiquiatra.

A TV Cultura, canal público ligado ao governo do Estado de São Paulo, está entre os canais mais críticos a Jair Bolsonaro e à gestão federal no combate à pandemia de covid-19. Baseado em análises das notícias, o ‘Jornal da Cultura’ tem comentaristas de bancada assumidamente antibolsonaristas, responsáveis por duras avaliações e deboches pontuais.

Entre eles, o historiador Marco Antonio Villa, a bióloga Natalia Pasternak (autora da frase viralizada “Retire o seu traseiro de nosso dinheiro e use para comprar vacinas”, direcionada a Bolsonaro) e a jornalista Patrícia Campos Mello — esta processa o presidente por ofensas de cunho sexual e é autora do livro ‘A Máquina do Ódio: Notas de uma Repórter sobre Fake News e Violência Digital’ (Companhia das Letras).

Após alguns anos de jornalismo burocrático, com pouca repercussão, a TV Cultura passou a se destacar no ranking de audiência do horário nobre com o tom incisivo de seu principal telejornal na cobertura do governo Bolsonaro e dos efeitos da pandemia no Brasil. O ‘JC’ chegou a marcar média de 2 pontos no Ibope (410 mil telespectadores na Grande São Paulo), atrás apenas de Globo, RecordTV e SBT.

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