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Doc sobre casal judeu à frente de livraria gay é imperdível

Produção na Netflix destaca o efeito da internet no mercado da pornografia e a aceitação da homossexualidade em família

4 mai 2020
13h31
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Quem vê os simpáticos Karen e Barry Mason dificilmente imaginaria como ganharam a vida por mais de três décadas. Após o fantasma do desemprego, o casal de judeus assumiu em sigilo o comando de uma decadente bookstore de Los Angeles, especializada em revistas, livros e vídeos gays.

Karen e Barry Mason atuaram em segredo na indústria pornô gay: a única intenção era ganhar dinheiro para criar bem os filhos
Karen e Barry Mason atuaram em segredo na indústria pornô gay: a única intenção era ganhar dinheiro para criar bem os filhos
Foto: Divulgação

O negócio deu tão certo que eles passaram a investir na produção de filmes pornôs para homossexuais. O segredo do negócio da família só veio à tona quando o conservador e teocrático governo do presidente republicano Ronald Reagan processou os Mason por comercialização de material obsceno.

Essa trajetória surpreendente — com muitas outras passagens inusitadas — está retratada no documentário Circus of Books (nome do comércio dos Mason), dirigido pela filha deles, Rachel, e disponível na Netflix. A produção intimista mostra o impacto da internet na indústria pornô. "Por que comprar se está de graça online?", diz um entrevistado.

Mas esse cenário desolador é apenas o pano de fundo para abordar a capacidade dos Mason de se reinventar profissionalmente a fim de garantir o conforto dos três filhos. Por ironia do destino, um deles se revela gay e dispara uma crise existencial na religiosa Karen. A aceitação da homossexualidade em uma família aparentemente tão moderna, porém, baseada em tradições e omissões, humaniza ainda mais o roteiro.

Quando a sobrevivência da livraria se torna impossível, Circus of Books ressalta a importância da resiliência. Há transformações e realidades que não podem ser contidas, então o melhor a fazer é enfrentá-las com dignidade. O documentário pitoresco serve como alívio efêmero em tempos tão tensos e incertos. Serve ainda como evidência de que qualquer tipo de intolerância — em especial contra a sexualidade alheia — gera apenas dor e retrocesso social.

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