Demissão de Oscar Filho reforça: ninguém está 100% seguro na TV
26 nov
2014
- 11h16
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A demissão de Oscar Filho chamou a atenção por dois motivos.
O primeiro: o humorista soube que seu contrato com o CQC não seria renovado pela imprensa. O segundo: ele assumiu o "pezão na bunda" com bom humor.
É raro um artista ser tão sincero. Em casos semelhantes, mais frequentes do que o público imagina, o famoso demitido geralmente tenta manipular a realidade.
Ele se apressa em anunciar que decidiu sair por conta própria. No meio televisivo, ser descartado por uma emissora é visto como motivo de vergonha e desvalorização do passe.
Quando um artista fica desempregado costuma soltar clichês do tipo "estou analisando propostas" e "não posso revelar com qual emissora estou negociando".
Oscar Filho recusou esse papel: assumiu não ter perspectiva de novo trabalho.
O fato de o humorista ter descoberto a demissão por um site não é surpresa. Algumas emissoras têm o mau hábito de 'esquecer' de avisar o futuro ex-funcionário de sua iminente demissão.
Mas notícia ruim espalha-se rápido e logo surge a manchete em algum veículo de imprensa. E assim o artista começa a ser 'fritado' publicamente antes mesmo de ter a dispensa oficializada.
Oscar Filho personifica uma prática cruel da TV: o artista popular de hoje pode ser abruptamente descartado amanhã. O sucesso na telinha nunca foi tão efêmero.
São poucos os artistas com cadeira cativa. Veja o exemplo de Xuxa. Já foi a artista mais importante da Globo. Está há um ano fora do ar, sem saber se terá um novo programa.
Alguns sendo 'fritados', outros na 'geladeira': não está fácil a vida de quem faz TV.
Renovação
A direção do CQC parece convicta de que a solução para a queda de audiência do programa é trocar o elenco.
A chegada de novos integrantes poderá realmente redespertar o interesse do telespectador. Porém é improvável que o efeito dessas mudanças seja longo.