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Bonner chama para si os erros cada vez mais frequentes no JN

3 jul 2015 - 08h46
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Foto: Divulgação/TV Globo
Foto: Divulgação/TV Globo
Foto: Sala de TV

"Desculpe a nossa falha."

Melhor atualizar: "Desculpe as nossas muitas falhas".

Na mesma proporção em que o 'Jornal Nacional' tornou-se informal, com os repórteres agindo e falando no estilo (às vezes forçado) 'gente como a gente', aumentaram os erros de informação apresentados no telejornal.

Com frequência acima do habitual, o âncora William Bonner tem sido obrigado a fazer correções e pedidos de desculpas aos personagens afetados pelas falhas e aos telespectadores.

Na quinta-feira (2), o JN cometeu um erro numérico. Noticiou que o empresário alemão Oskar Schindler, inspirador do filme ganhador do Oscar 'A Lista de Schindler', de Steven Spielberg, salvou mais de 1 milhão de judeus durante o Holocausto.

Minutos depois, Bonner fez a retratação: foram 1.200 as pessoas protegidas por ele da sanha homicida dos nazistas comandados por Hitler. Aliás, melhor seria se Schindler tivesse realmente evitado a morte de tantos mais judeus nos campos de concentração.

A edição de quarta teve uma confusão grave. Num vídeo amador, feito com celular, um homem foi mostrado e identificado erroneamente como suspeito de liderar uma quadrilha que comete crimes ambientais no Pará.

Em seguida, Bonner anunciou uma "correção com pedido de desculpas" e foi exibida a imagem do verdadeiro investigado pela polícia.

Em junho, o jornalista errou a tradução de uma mensagem enviada por um astronauta que fotografou do espaço a cidade de Fortaleza, capital do Ceará. Foi imediatamente alertado no Twitter, e assumiu o erro diante das câmeras, dando o crédito da correção aos seus seguidores no microblog.

No início do ano, uma derrapada virou meme na internet. Aparentemente constrangido, e fazendo um pouco de graça, o apresentador coçou uma das sobrancelhas e fez careta ao retificar uma informação.

O JN havia dito que o rio Madeira fica no Amazonas. Bonner afirmou que a localização correta era Rondônia. Na verdade, o telejornal cometeu 'meio erro'. O rio banha os dois estados.

A maioria das erratas no Jornal Nacional são feitas de improviso por William. Como editor-chefe do principal jornalístico da Globo, ele chama para si a responsabilidade pelos deslizes da equipe formada por dezenas de repórteres, produtores e editores.

Quase sempre o faz de maneira tranquila. Mas sua paciência tem limite. Um momento tenso aconteceu em outubro de 2014. Ele chamou uma matéria sobre uma partida de vôlei da Seleção Brasileira e entrou outro VT.

Na volta da imagem ao estúdio, questionou a equipe do switcher (sala de controle de onde os programas de TV são colocados no ar) se haveria tempo de exibir a reportagem correta. Negativo, o horário havia estourado. O apresentador não disfarçou a irritação.

Nessas horas, o bem-humorado 'tiozão' —  como Bonner se fez conhecido no Twitter —  vira um chefe implacável como qualquer outro.

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