Beatriz, Inês ou Evandro: um deles morre e lança o 'quem matou?'
A pergunta mais manjada da teledramaturgia brasileira — quem matou? — será em breve repetida incontáveis vezes em Babilônia.
O blog apurou que uma das vilãs será assassinada. Beatriz (Gloria Pires) ou Inês (Adriana Esteves)? Eis o segredo mantido a sete chaves pelos autores.
Existe a possibilidade de uma mudança de última hora. Beatriz e Inês seriam poupadas. A vítima passaria a ser Evandro (Cássio Gabus Mendes).
O empresário está diretamente ligado às duas inimigas. Elas seriam apontadas como principais suspeitas do crime em razão dos benefícios financeiros que teriam com a morte do construtor.
O assassinato de um dos protagonistas servirá para tirar a novela da letargia. É provável que desperte a atenção dos telespectadores que deixaram de assistir ao folhetim e resulte em aumento de audiência.
Até o momento, a produção registra média geral de 26 pontos, abaixo das antecessoras Império (32 pontos), Em Família (29 pontos) e Amor à Vida (35 pontos).
A atual trama policial de Babilônia — os desdobramentos do homicídio praticado por Beatriz contra o motorista Cristóvão (Val Perré) no primeiro capítulo — não empolgou e acabou diluída no roteiro.
Nada como um enigma para agitar uma novela. O público gosta de brincar de detetive. Alguns dos maiores sucessos da Globo tiveram uma investigação de assassinato como mote.
Quem matou Odete Roitman?
Gilberto Braga, autor principal de Babilônia, criou a trama de assassinato mais comentada da história da teledramaturgia brasileira. O Brasil parou para tentar desvendar o mistério da fase final de Vale Tudo.
Até que na noite de 6 de janeiro de 1989, o último capítulo revelou a identidade do assassino da sarcástica vilã interpretada por Beatriz Segall. Ou melhor, da assassina.
A passional Leila (Cássia Kiss Magro) foi quem atirou na empresária pensando se tratar de uma amante do marido, Marco Aurélio (Reginaldo Faria).
Braga é fã do previsível recurso dramatúrgico 'quem matou?'. Usou a mesma tática em outras novelas, como Força de Um Desejo, de 1999 ('Quem matou o Barão Henrique Sobral?'), Celebridade, de 2003 ('Quem matou Lineu Vasconcelos?'), Paraíso Tropical, de 2007 ('Quem matou Taís?') e Insensato Coração, de 2011 ('Quem matou Norma?').
Após declarar ao jornal O Globo que sofre "humilhação pública" com a audiência baixa de Babilônia, o autor terá a chance de amenizar a rejeição à novela. Um crime instigante é uma fórmula quase infalível para mobilizar os fãs de teledramaturgia.