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‘BBB’ acabou! Cada um volte a viver a própria vida, tá ok?

Fim do reality show pode produzir abstinência no telespectador assíduo e deprimir quem buscou no programa uma fuga da realidade

5 mai 2021 09h26
| atualizado às 09h27
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Tem muita gente de ressaca hoje no Brasil. O desfecho do ‘Big Brother Brasil 21’ abre um vazio na rotina de quem, diariamente, acompanhava o programa na Globo, nas redes sociais e pela imprensa. Foram 100 dias intensos.

O ‘Big Brother’ nos insere em uma realidade paralela que ajuda a suportar a dureza da vida real
O ‘Big Brother’ nos insere em uma realidade paralela que ajuda a suportar a dureza da vida real
Foto: Fotomontagem: Blog Sala de TV

Previsivelmente, Juliette ganhou. Para ela, uma nova vida. Tem R$ 1,5 milhão na conta, fama e prestígio, múltiplas possibilidades profissionais. Para o cidadão anônimo, a realidade é a mesma — só que agora sem o escapismo proporcionado pelo ‘Big dos Bigs’.

O ‘BBB’ sempre ajuda incontáveis pessoas a fugir da própria vida. Passa-se a acompanhar a existência dos confinados e, assim, vive-se menos as próprias dificuldades, angústias e frustrações. Em tempos de pandemia, o programa serve como anestésico para amenizar o efeito do distanciamento social e o medo da contaminação pelo vírus.

Diante da TV, ao assistir àquele emaranhado de situações e sentimentos — brigas, flertes, crises de choro, piadas, gafes, manipulações, DRs, complôs e traições —, o telespectador esquece por algum tempo de tudo o que o aflige: os boletos, a falta de dinheiro, os conflitos familiares, os quilos ganhados na quarentena, a incerteza em relação ao futuro.

O mais amado e odiado reality show da televisão brasileira produz um benefício terapêutico. Pode chamar de alienação, se desejar. Ou entretenimento funcional, caso prefira. O ‘BBB21’ cumpriu o que prometeu: distrair, empolgar, emocionar, fazer rir, enfim, tirar o público da letargia disseminada pelo coronavírus.

Mas acabou. Fim. Hora de cair na real. A vida de cada um de nós, ainda que novelesca, não é um show de TV. Não dá para continuar a viver a rotina vigiada do Gil, do Fiuk, da Camilla... Há quem sinta uma espécie de deprê pós-‘BBB’. Ok, compreensível, porém é importante reagir, sair dessa realidade paralela e seguir em frente.

Momento de se inspirar nos exemplos positivos de alguns participantes do programa para correr atrás da realização de sonhos e projetos. Enfrentar os ‘monstros’ e ‘paredões’ do dia a dia para ser líder da própria história. Os muito nostálgicos só precisam ter um pouco de paciência: ano que vem tem ‘BBB22’.

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