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A TV, outra vez, será o mais poderoso cabo eleitoral

Presidenciáveis apostam tudo no horário político enquanto canais temem colapso de audiência

7 ago 2018
15h50
atualizado às 15h51
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Alguns candidatos à Presidência talvez não sejam capazes de vender a mãe, mas já ofereceram a própria alma por alguns segundos a mais na propaganda eleitoral exibida na TV. O blábláblá dos políticos começa no dia 31 (confira a tabela de horários no final do post).

Partidos não abrem mão da propaganda na TV, capaz de atingir eleitores em quase 100% do território nacional
Partidos não abrem mão da propaganda na TV, capaz de atingir eleitores em quase 100% do território nacional
Foto: CNN / Divulgação

Coligações estapafúrdias, sem qualquer coerência ideológica, foram firmadas a fim de garantir mais tempo na televisão. Apesar da influência crescente da internet nas eleições, a boa e velha TV continua a ser o mais eficiente meio para atingir brasileiros de todas as regiões, classes sociais e convicções.

Este ano, a duração dos programas diminuiu. Com disso, cada segundo de exposição no vídeo ganhou ainda mais importância. Os marqueteiros das campanhas precisarão ser objetivos ao ‘vender’ os candidatos ao tele-eleitor.

Nas emissoras, a preocupação é com a audiência. Tradicionalmente, a propaganda eleitoral derruba os índices no Ibope. Muita gente desliga a TV assim que a programação é interrompida, e muitos não voltam após o fim das promessas dos candidatos.

Com a altíssima intenção de votos brancos e nulos apontada nas pesquisas (acima de 30% em alguns levantamentos), os canais temem que a perda de telespectadores seja ainda maior dessa vez. 

A tendência é que o eleitor desapontado migre para canais pagos, serviços de streaming como Netlix e a internet. Nesse cenário, a TV aberta pode ser a grande derrotada nesta eleição marcada pela desesperança.

As emissoras recebem uma compensação fiscal do governo por ter a programação invadida pela propaganda partidária. Estima-se que o horário político custe aos cofres públicos – e, consequentemente, ao bolso dos contribuintes – cerca de 500 milhões de reais a cada eleição.

Em guerra pelo poder, as principais legendas não concordam em quase nada, mas se unem quando o tema é acabar com a propaganda eleitoral no rádio e na TV: ninguém quer ficar sem a mais valiosa vitrine do País.

Afinal, não se imagina um Presidente da República eleito sem ter tido boa visibilidade no aparelho eletrônico presente em 98% dos lares brasileiros.

Há quem acredite que, neste ano, as redes sociais, as ‘fake news’ e o jornalismo online poderão mudar esse quadro. Com a palavra, as urnas.

Programação da propaganda eleitoral na TV

Para presidente da República - Terça, quinta e sábado, das 13h às 13h12 e das 20h30 às 20h42.

Para deputado federal - Terça, quinta e sábado, das 13h12 às 13h25 e das 20h42 às 20h55.

Para senador - Segunda, quarta e sexta, das 13h às 13h05 e das 20h30 às 20h35.

Para deputado estadual e distrital - Segunda, quarta e sexta, das 13h05 às 13h15 e das 20h37 às 20h45.

Para governador - Segunda, quarta e sexta, das 13h15 às 13h25 e das 20h45 às 20h55.

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