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Atores de ‘Pantanal’ foram vítimas da aids em época trágica da doença entre famosos

A década de 1990 ficou marcada pela morte de artistas que lutaram contra o HIV; alguns em público e outros longe da mídia

4 jul 2022 - 09h40
(atualizado às 09h41)
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Rubens e João Alberto preferiram enfrentar a doença distantes do olhar da mídia e do público
Rubens e João Alberto preferiram enfrentar a doença distantes do olhar da mídia e do público
Foto: Fotomontagem: Blog Sala de TV

A triste lista de atores da primeira versão de ‘Pantanal’ que morreram de 1990 para cá inclui um novato e um veterano da televisão, João Alberto Pinheiro e Rubens Corrêa.

Ambos foram vítimas de complicações da aids. O intérprete do mordomo Zaqueu partiu aos 31 anos, 1 ano e 1 mês após o fim da novela exibida na TV Manchete.

Já Corrêa, que fez na trama o deputado Ibrahim Chaguri, morreu em janeiro de 1996. Tinha 64 anos. Foi um dos mais respeitados e premiados atores e diretores de teatro do País.
 
Os dois optaram por enfrentar a doença discretamente, sem exposição pública. Naquela época, o preconceito contra portadores do HIV era bem maior do que hoje, capaz de destruir qualquer biografia brilhante.

A situação ficava ainda pior para quem desenvolvia a síndrome e apresentava os sinais evidentes da aids, como magreza excessiva, lesões na pele e fraqueza limitadora de movimentos.

O cantor e compositor Renato Russo, da banda Legião Urbana, não quis que ninguém o visse extremamente debilitado. Refugiou-se em seu apartamento em Ipanema. Não há fotos e imagens dele em seus meses finais de vida. Morreu aos 36, em outubro de 1996.

Galã de novelas, Lauro Corona também preferiu se isolar. No início de 1989, deixou a novela que protagonizava, ‘Vida Nova’, quando já exibia as transformações físicas decorrentes da aids. Cinco meses depois, sucumbiu à doença. Tinha 32 anos.

Diferentemente da maioria dos famosos contaminados pelo HIV, Cazuza preferiu dar a cara a tapa. Fez questão que o Brasil o visse irreconhecível, em cadeira de rodas, magérrimo e abatido, até às vésperas da morte, aos 32, em julho de 1990.

O roqueiro e poeta se tornou um importante símbolo da devastação provocada pela doença, da coragem exigida do paciente, da luta contra o preconceito e da necessidade de apoiar pesquisas científicas para melhorar o tratamento e encontrar a cura.

Naqueles fatídicos anos 1990, a aids levou precocemente outros artistas incríveis, como Wagner Bello (o Etevaldo do ‘Castelo Rá-Tim-Bum’, aos 30 anos) e Paulette (ex-Dzi Croquetes e conhecido pelo personagem Leon, a ‘amiga’ de Haroldo/Luana nos programas de Chico Anysio, com 41).

Morreram também da mesma causa Claudia Magno (atriz de novelas como ‘Tieta’ e ‘Sonho Meu’, aos 35), Carlos Augusto Strazzer (ator de destaque em várias produções da Globo, com 46) e Freddie Mercury (líder da banda Queen, aos 45 anos).
 

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