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Após 61 novelas, atriz diz que teve dúvidas sobre profissão

Ana Rosa conta que não consegue ficar muito tempo sem atuar: 'trabalho desde criança'

24 dez 2014 - 13h35
(atualizado às 13h36)
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<p>Ana Rosa diz que, como atriz, prefere as novelas de antigamente às atuais</p>
Ana Rosa diz que, como atriz, prefere as novelas de antigamente às atuais
Foto: Isabel Almeida/Carta Z Notícias / Divulgação

Aos 72 anos, Ana Rosa ainda conserva o olhar curioso de quem quer aprender. Claro que os mecanismos da televisão não são nenhum um mistério para a atriz. Afinal, ela testemunhou a evolução do veículo ao trabalhar por 16 anos na Tupi e, em seguida, em emissoras como Globo e Record.

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Ao longo dos 50 anos de carreira na TV, interpretou todo tipo de personagem, passando por vilãs, mocinhas, mães e agora avós. Mesmo assim, as especificidades de cada papel sempre a deixam intrigada.

É o caso da Zuleica, a zeladora que encarna em Boogie Oogie . Na trama de Rui Vilhena, Ana vive uma mulher simples que sofre com a rejeição da filha, Luisa, de Alexandra Richter. "Protagonizo cenas que têm emoção e são gostosas de fazer. Como, por exemplo, a sequência do primeiro encontro com a filha depois que ela chega de viagem. Zuleica foi totalmente carinhosa e Luisa já deu aquela gelada", recorda.

Seguir a carreira artística foi quase inevitável para Ana Rosa. Nascida e criada no circo, a primeira vez que ela entrou em cena foi aos 15 dias de vida, durante uma apresentação do espetáculo O Mundo Não me Quis.

De lá para cá, se envolveu com teatro, cinema e acumulou 61 novelas no currículo. Por causa da rotina de trabalho atribulada, a formação acadêmica que Ana sempre quis ter acabou sendo adiada diversas vezes.

Mas, em 2004, ela conseguiu entrar para a faculdade de Cinema. Oportunidade que influenciou diretamente na sua postura como atriz. "Comecei a entender o funcionamento por trás das câmaras. Às vezes, um ator pode até ficar com raiva porque estava indo bem na cena e o diretor interrompeu a gravação. Mas agora tenho uma visão de fora", explica.

Mesmo com 50 anos de carreira na TV e 61 novelas no currículo, você ainda recorre a referências para compor uma personagem ou se tornou um processo mais intuitivo?

Vou muito pelo "feeling". Parece que a gente tem as todas fichas e pega o que precisa: mulher humilde, pobre, rica, boa ou chata. Mas nada me impede de buscar algo. Por exemplo, já que interpreto uma porteira, fico prestando atenção em como o pessoal se comporta, no jeito de falar. Isso é interessante. As pessoas com quem convivemos sempre trazem alguma coisa que pode ser aproveitada no papel.

Você é recordista de novelas. Manter-se no ar por tanto tempo é uma necessidade?

Eu trabalho desde criança, nasci no circo e continuei trabalhando. Ficar em casa, para mim, é bom por um tempo. Quando termino uma novela, é ótimo porque sou dona do meu tempo. Mas passam 15 dias e começa a me dar uma vontade de fazer alguma coisa. É uma chatice não ter o tempo ocupado com algo que eu goste – porque realmente gosto muito da minha profissão. Quando não estou fazendo novela, produzo peças de teatro. Tenho sempre de fazer alguma coisa voltada para a atuação. O trabalho é uma necessidade que me preenche, sim.

Apesar de trabalhar como artista desde cedo, ao longo desses anos de carreira, você nunca teve dúvida sobre continuar na profissão?

Tive muitas dúvidas. Fui funcionária da TV Tupi durante 16 anos. Fiz minha primeira novela lá e fiquei até a emissora falir. E chegou uma hora que o esquema de novela estava um pouco massacrante para mim. Estava chato, a verdade é essa. Então, tive vontade, sim, de ir para outro ramo. Aí, abri um armarinho com uma colega, mas a gente já começou a discordar na cor da parede (risos). Ficamos com a loja um tempo e ela tomava conta. Mas me convidaram para fazer uma peça de teatro, eu me entusiasmei com a personagem e a lojinha ficou para segundo plano.

A sua trajetória se confunde com a própria história da televisão brasileira. Como você avalia a evolução da teledramaturgia ao longo dos anos?

Hoje em dia, é bem diferente. Quando eu estreei, as novelas eram curtas, tinham só dois meses de duração. A primeira que fiz (Alma Cigana , exibida pela Tupi em 1964) não tinha nem externa. Tudo era montado dentro de um estúdio: floresta, acampamento cigano, cavalos e carroças.

Depois, fiz Se o Mar Contasse , que tinha um estúdio com um alçapão, que, aberto, virava uma piscina. Tudo que se passasse em alto mar era feito ali (risos). E o público aceitava. E quando o ator começava a cena, tinha de ir até o fim, não podia parar no meio. Se o diretor quisesse parar por qualquer razão, precisava voltar a regravar desde o comercial. Para mim, como atriz, antes era bem melhor.

Por quê?

Porque você pegava uma cena dramática, decorava, ensaiava e a emoção ia crescendo junto. Você ia trocando com o seu colega. Hoje em dia, a dificuldade maior que eu vejo é porque a gente tem de ter uma técnica muito apurada. Você está em uma emoção, mas precisa parar porque vão mudar o enquadramento, acertar a iluminação, em externa passa carro e tem ruído... E você tem de retomar daquele exato momento da emoção.

Para isso, é preciso estar com a técnica muito apurada e, às vezes, a gente se perde. Temos de estar atentos. Hoje em dia, é parecido com cinema. Só que, em cinema, você faz uma cena ou duas por dia. Na TV, a gente grava 40.

Boogie Oogie  – Globo – De segunda a sexta, às 18:20 h.

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Fonte: TV Press
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