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Galã português ficará longe dos filhos por vilão 'fora do óbvio' em Coração Acelerado: 'Ansiedade nunca passa'

Ricardo Pereira volta à televisão brasileira para interpretar Jean Carlos na nova trama das 19h da Globo

12 jan 2026 - 04h59
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Ricardo Pereira em Coração Acelerado
Ricardo Pereira em Coração Acelerado
Foto: Manoela Mello/Globo

Após quatro anos longe da televisão brasileira, Ricardo Pereira volta à tela da Globo a partir desta segunda-feira, 12, data de estreia de Coração Acelerado, novela que substitui Dona de Mim na faixa das 19h. Na trama de Izabel de Oliveira e Maria Helena Nascimento, que gira em torno do universo do feminejo, o ator português vai dar vida ao vilão Jean Carlos. A família continuará vivendo na Europa. 

Em entrevista ao Terra, Ricardo conta que o personagem dele já aparecerá no capítulo de estreia. Ele é um forasteiro de má fama na cidade fictícia de Bom Retorno que se encontra com Janete (Leticia Spiller) após ela romper com o noivo e com a família em um momento que foi um escândalo público. Após o encontro dos dois, Janete terá a filha, Agrado, a protagonista da história interpretada por Isadora Cruz.

"Ele corre um pouquinho fora do circuito. É um personagem que vai aparecendo ao longo da história, muito para causar. É um cara que não tem um pouso certo. Diria que é um cara que teve que mudar do lugar onde vivia várias vezes para não ser visto como mau, que teve que mudar várias vezes quase que de nome, de rosto e de profissão para ir fazendo sua história e também ir enganando pessoas em vários lugares", descreve Ricardo.

O ator também entrega que o personagem terá algumas fraquezas. "No fundo, ele tem um lado meio covarde. Isso é bacana, ele não quer mostrar essa fraqueza. Esse jogo é interessante esconder. Ele é um cara na frente das pessoas e outro cara fora desse contexto onde ele tem que se apropriar da cena. Gosto muito disso. Ultimamente, tenho feito bastantes vilões e acho que a vilania tem esse lado de colocá-los em um lado humano muito interessante, com as suas debilidades e fraquezas. Isso dá uma profundidade muito interessante ao personagem."

Dentro dessa covardia, uma das fraquezas de Jean Carlos será não conseguir mostrar os próprios sentimentos. Ricardo Pereira analisa que o vilão enxerga como uma fragilidade se apaixonar por alguém e mostrar o que sente por outras pessoas, o que é bem diferente do que o artista vive na sua realidade, com a esposa, Francisca Pereira, os três filhos e outras pessoas com quem se relaciona.

"Sou muito transparente. Isso tem sido fundamental para o meu crescimento pessoal. Obviamente, você tem que encontrar uma boa escuta. Quando você tem boa escuta, seja de familiar ou de amigos, naturalmente, é mais fácil falar se precisa de ajuda, de apoio ou se errou. Isso depende da escuta, a gente precisa escutar mais quem está ao nosso lado. É fundamental para a vida que todos nós vivemos hoje. Sempre fui muito transparente a nível emocional. Odeio ficar zangado com alguém, odeio levar para frente alguma questão que sei que estou errado. A gente erra para caraca, muito mais do que acerta. Isso é a vida."

Leandra Leal, Ricardo Pereira e Leticia Spiller em Coração Acelerado
Leandra Leal, Ricardo Pereira e Leticia Spiller em Coração Acelerado
Foto: Manoela Mello/Globo

Mesmo se vendo tão diferente de Jean Carlos e dos últimos personagens que tem interpretado, Ricardo tem vivido muitos vilões. "O caminho tem me levado por aí. Tenho encontrado personagens muito interessantes, com muitas camadas e oportunidades dentro do mesmo personagem. Procuro sempre construir com quem trabalho, com a direção, com a autoria dos projetos algo que não seja óbvio. É muito bacana quando você não enxerga a vilania de um determinado personagem de cara."

Mas não é só de vilões que a carreira de Ricardo Pereira é feita. O ator já interpretou muitos galãs e, em breve, estará no cinema com mais um no filme Minha Amiga, protagonizado por Ingrid Guimarães e Mônica Martelli. Ele também nunca deixou de fazer teatro e pretende trazer para o Brasil a peça Brancura Luminosa, adaptada do livro do nobel de literatura Jon Fosse.

Para o ator, essa versatilidade é algo que ele vem construindo desde o começo da carreira, quando fazia teatro em Portugal e emendava um trabalho em outro porque precisava trabalhar e também não se via longe dos palcos. "Isso me levou para várias criações diferentes. Senti que o importante desse trajeto é ser o mais abrangente, ser o mais diferente de criação para criação e procurar sempre desafios que te deem medo, que te façam arriscar agora."

Procurando o risco e se entregando a cada trabalho, Ricardo Pereira construiu uma carreira de sucesso tanto no Brasil quanto em Portugal. Ele estreia Coração Acelerado com a novela Herança, da emissora portuguesa SIC, ainda no ar, papel que lhe rendeu um Globo de Ouro.

Desde que estreou na televisão brasileira há mais de 20 anos em Como uma Onda, o ator segue com a carreira em ambos os países e ressalta a importância de existirem projetos em conjunto entre diferentes nações. "Tenho essa responsabilidade de aproximar. Gosto muito quando duas mentes, três mentes, quatro, seja quantas forem, se cruzam e chegam a um outro universo. O trabalho coletivo sempre será melhor."

Com trabalhos no Brasil, em Portugal, na Espanha e onde mais lhe chamarem, Ricardo precisa viajar muito e acaba ficando algumas temporadas mais distante da família, mesmo que priorize ficar junto da esposa e dos filhos. Para as gravações de Coração Acelerado, o ator terá que lidar um pouco com a saudade das crianças, que continuarão em Portugal.

"Nossos três filhos são brasileiros. Eles estavam todos passando o Natal comigo no Brasil, mas esse ano eles estão estudando em Portugal. Ano passado também, porque estava trabalhando muito na Espanha e também para estar um pouco mais com os avós. É bom eles terem os avós perto deles. Isso é uma coisa que a Francisca e eu pensamos."

Para matar a saudade, Ricardo mantém contato constante com os filhos pela internet e também viaja sempre que tem uma pausa entre as gravações da novela, que ele já está ansioso para ver na TV. "Essa ansiedade nunca passa. Isso é um bom sinal. É sinal de que continuo vivendo ao máximo e me entregando a cada projeto", conclui o ator.

Fonte: Portal Terra
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