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Titanic: ator relembra caso envolvendo droga na produção do filme

Billy Zane, que interpretou 'Cal Hockley' no icônico filme, revisita o bizarro incidente com alucinógeno que abalou os bastidores do épico de James Cameron.

21 jul 2026 - 13h16
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Titanic: ator relembra caso envolvendo droga na produção do filme
Titanic: ator relembra caso envolvendo droga na produção do filme
Foto: The Music Journal

Quase três décadas após sua estreia triunfal, Titanic continua a fascinar, não apenas pela sua narrativa épica, mas também pelas lendas que cercam sua produção. Uma dessas histórias, que por vezes soou mais como mito de Hollywood do que realidade, acaba de ser solidificada por um dos seus protagonistas.

Billy Zane, o inesquecível Cal Hockley, veio a público confirmar um dos episódios mais bizarros e perigosos dos bastidores: a contaminação de uma refeição por uma substância alucinógena, que afetou cerca de 80 membros do elenco e da equipe.

A revelação foi feita durante sua participação no podcast Brotherly Love, apresentado pelos irmãos Joey, Matt e Andy Lawrence. Zane mergulhou nas memórias de um dia caótico que marcou profundamente a equipe de Titanic. O incidente ocorreu em 8 de agosto de 1996, na província de Nova Escócia, no Canadá, enquanto as filmagens se aproximavam do fim.

O que deveria ser uma refeição de encerramento de um ciclo de trabalho transformou-se em uma experiência surreal para muitos.

O Dia em que o Set Virou Alucinógeno

O relato de Zane ecoa as lendas que circulam há anos na indústria cinematográfica. Profissionais começaram a manifestar sintomas estranhos e inesperados, necessitando de atendimento médico urgente. Entre os afetados estavam ninguém menos que o diretor James Cameron e o saudoso Bill Paxton, que nos deixou em 2017 e interpretou Brock Lovett, o explorador que dá início à busca pelos destroços do navio na trama.

A substância responsável por esse surto coletivo foi identificada como fenciclidina (PCP), apelidada de "pó de anjo", um alucinógeno potente que, em doses erradas, pode levar a experiências aterrorizantes. Embora inicialmente desenvolvido para fins anestésicos, o PCP ganhou notoriedade pelo uso recreativo, sendo facilmente misturado a alimentos e bebidas.

Apesar de não ter estado presente no momento exato da contaminação, Billy Zane assegura a veracidade da história, baseando-se nos relatos de primeira mão que ouviu na época.

Não me lembro se era mingau de aveia ou sopa de mariscos, mas era, sim. Quem percebeu rapidamente o que estava acontecendo resolveu esperar passar

Entre o Pânico e a Resignação

A percepção da situação dividiu a equipe em dois grupos distintos. "Já quem não entendeu ficou completamente apavorado", recordou Zane, pintando um quadro vívido do pânico que se instalou. Ele detalhou o impacto psicológico da droga:

Aqueles que tiveram a sorte de reconhecer os primeiros sinais da influência de alucinógenos pensaram: 'Ok, vamos deixar isso passar.' Aqueles que não reconheceram ficaram bastante apavorados. Pelo menos, foi o que ouvi dizer

A confirmação de Zane lança uma nova luz sobre um dos acontecimentos mais incomuns na história das grandes produções de Hollywood, adicionando uma camada de surrealismo a um filme já lendário.

The Music Journal The Music Journal Brazil
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