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Planejar ou improvisar? O que a organização de uma viagem revela sobre a personalidade, segundo a psicologia

Pesquisa com 344 viajantes encontrou uma relação entre a busca por novas experiências e a disposição para deixar parte do roteiro em aberto

29 set 2026 - 19h05
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Resumo
Um estudo da Frontiers in Psychology revelou que o modo como organizamos viagens reflete nossa personalidade. Pessoas que buscam novas sensações e estímulos tendem a planejar menos, confiando no improviso, enquanto viajantes que percebem maiores riscos preferem roteiros detalhados e com antecedência. A pesquisa apontou ainda que o uso do celular intensifica a espontaneidade dos viajantes aventureiros, já que o aparelho facilita a resolução de imprevistos e decisões durante o próprio passeio.
Planejar ou improvisar? O que a organização de uma viagem revela sobre a personalidade, segundo a psicologia.
Planejar ou improvisar? O que a organização de uma viagem revela sobre a personalidade, segundo a psicologia.
Foto: Reprodução, Priscila Silva /AgNews / AgNews / Purepeople

Há quem compre as passagens e, no mesmo dia, já comece a pesquisar restaurantes, trajetos e horários de funcionamento.

Outras pessoas preferem reservar a hospedagem e descobrir o resto quando chegam ao destino. Se os dois tipos de viajante dividem as férias, a diferença pode render algumas negociações.

Mas o que está por trás dessas escolhas?

Um estudo publicado em 2022 na revista Frontiers in Psychology investigou como a busca por novas sensações se relaciona com o planejamento de viagens. 

Os pesquisadores analisaram as respostas de 344 pessoas na China sobre sua viagem de lazer mais recente, sua percepção dos riscos envolvidos e o uso do celular durante o passeio.

O que a pesquisa encontrou

Os participantes com maior tendência a buscar experiências novas e estimulantes, em geral, relataram planejar menos detalhes antes de viajar. Já quem percebia mais riscos na viagem tendia a preparar um roteiro com maior antecedência.

Isso não significa que os mais espontâneos sejam necessariamente descuidados, nem que os planejadores tenham medo de sair de casa. São relações observadas entre características e comportamentos, não regras para cada pessoa.

O celular também entrou nessa história. Entre os participantes que o utilizavam mais para resolver questões da viagem, a associação entre a busca por sensações e um planejamento menos detalhado foi mais forte.

Afinal, poder consultar um mapa, procurar um lugar para comer ou fazer uma reserva durante o passeio muda o quanto é preciso decidir antes...

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