A Olimpíada deixa lições para a Globo e para a Cazé TV
Os jogos olímpicos de Paris, na França, demandaram atenção mundial. Os brasileiros, por sinal, se descobriram fãs de esportes antes não tão populares, como a ginástica e a marcha atlética, mas a lição que fica não é apenas a de valorizar outras modalidades para além do futebol. Há algo a ser aprendido também por quem transmitiu todo o evento. Nisso, Globo e Cazé TV têm a aprender em pontos específicos.
Ambos os canais se especializaram em cortar transmissões em momentos completamente inconvenientes. A emissora de televisão, por exemplo, durante o programa comandado por Alex Escobar colocava Cauã Reymond para dizer que o esporte precisava ser valorizado enquanto acontecia uma prova de natação. O melhor jeito de valorizar o atleta é, quem sabe, transmitir seu esforço na Olimpíada.
Já a Cazé TV interrompeu a premiação de skate - e outras modalidades - para exibir propaganda de casas de apostas. Desprestígio para os atletas. Além disso, a informalidade da transmissão causou saias justas. Enquanto a "blogueirinha de baixa renda" foi atacada por uma turba de internet, ninguém a defendeu. Quando o mesmo ocorreu com outro influenciador, houve ampla defesa. Faltou equilíbrio na linha editorial.
Ambos os canais têm mais quatro anos para fazer ajustes em suas transmissões.
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