Script = https://s1.trrsf.com/update-1765905308/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

O riso parou no tempo: Gordinho Maniçoba morre aos 27 anos

Humorista paraense Felipe Dezincourt, sucesso nas redes, deixa fãs em choque com partida repentina

11 jun 2025 - 15h08
Compartilhar
Exibir comentários
Gordinho Manicoba
Gordinho Manicoba
Foto: The Music Journal

O céu de Belém amanheceu mais cinza. O Pará, acostumado à gargalhada solta do povo e ao carisma de seus artistas, perdeu nesta quarta-feira (10) uma de suas vozes mais queridas da nova geração do humor.

Felipe Tiago da Cruz Dezincourt, mais conhecido como Gordinho Maniçoba, morreu aos 27 anos e deixou um vazio onde antes habitava a alegria.

A notícia foi confirmada pela irmã do comediante, Joelma Vatapá, em uma publicação emocionada nas redes sociais dele, onde Felipe somava mais de 229 mil seguidores. A causa da morte ainda não foi divulgada pela família, que optou por manter em sigilo também os detalhes do velório e sepultamento.

O luto, no entanto, já é coletivo espalhado por telas de celulares e corações em pranto por todo o estado.

Nascido e criado em Belém, Gordinho Maniçoba era um desses fenômenos que só a internet consegue parir  mas que só a autenticidade sustenta.

Seus vídeos tinham sotaque forte, tempero regional e um senso de humor afiado, sempre costurado com afeto, cotidiano e uma pitada generosa de verdade.

Felipe fazia graça com o que era de casa: a rotina da família, os vizinhos, os causos do bairro e as peculiaridades de ser paraense. Com ele, tudo virava piada  e não piada qualquer. Era aquela que faz a gente soltar o riso sem pedir licença.

Entre uma imitação e outra, entre um "oxente" e um "tu é doido, é?", ele conquistou um público fiel, que se via representado nas piadas e se sentia em casa com cada novo vídeo.

Era comum vê-lo cercado de parentes e amigos, todos cúmplices da farra e coadjuvantes do enredo cômico que ele escrevia com o corpo, o rosto expressivo e uma presença cênica nata. Como bom artista popular, Felipe era desses que se bastavam  câmera na mão, ideia na cabeça e o coração na frente.

Gordinho Maniçoba: A leveza de quem fazia do riso uma missão

A comoção causada por sua morte nas redes sociais revela o tamanho da sua importância. Mais que um humorista, Gordinho Maniçoba era uma figura de alívio em tempos pesados, uma referência de autoestima, simplicidade e inteligência emocional. Com sua ginga, fazia da leveza uma bandeira e da gargalhada uma missão.

"Estou tentando ser forte, mas não está fácil", escreveu Joelma em sua despedida, dizendo que a alegria dele é o que ficará. E talvez esse seja mesmo o melhor epitáfio: Felipe foi alegria pura, servida em porções generosas, entre uma maniçoba imaginária e um carimbó de risos que só ele sabia tocar.

Sua partida, tão precoce quanto inesperada, interrompe uma trajetória que ainda prometia muito.

Mas como todo bom artista, ele vai seguir existindo em cada vídeo salvo, em cada piada repetida entre amigos, e, principalmente, em cada memória afetuosa que ele plantou sem pedir nada em troca só um "curtir" e uma risada.

Felipe Dezincourt, o nosso Gordinho Maniçoba, pode ter ido, mas sua graça continua. E que sorte a nossa ter podido rir com ele.

The Music Journal The Music Journal Brazil
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra












Publicidade